O Irã advertiu que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de escoltar navios pelo Estreito de Ormuz pode ampliar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. A declaração ocorre um dia após o lançamento de ao menos dois mísseis de advertência contra navios de guerra norte-americanos na região.
Em publicação na rede X, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que não há solução militar para a crise e que os Estados Unidos devem evitar escalada, enquanto negociações avançam com mediação do Paquistão. Segundo ele, o mesmo alerta se aplica aos Emirados Árabes Unidos.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que a operação para proteger navios comerciais no Estreito de Ormuz é temporária, de caráter defensivo e com objetivo limitado à segurança da navegação. Segundo ele, não há intenção de conflito, e as forças americanas não devem entrar em águas territoriais ou espaço aéreo iraniano. Centenas de navios aguardam para atravessar o estreito.
Nos Emirados Árabes Unidos, o governo informou que regiões foram alvo de mísseis e drones iranianos. Um dos ataques atingiu um terminal de petróleo no porto de Fujairah. Voos foram desviados para Omã, e rotas aéreas foram alteradas, segundo dados do serviço FlightRadar24.
No sul do Líbano, forças israelenses bombardearam cerca de 15 posições do Hezbollah, que respondeu com foguetes e drones. Israel informou que soldados ficaram feridos durante operação em um túnel do grupo, onde foram apreendidas cerca de três toneladas de explosivos, além de minas e outros armamentos.
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