O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu as sanções contra o Irã, mas alertou que fará o que for preciso caso o país não cumpra sua parte no acordo. As sanções contra o Irã foram suspensas por 60 dias, após as primeiras negociações no âmbito de um acordo de paz com os Estados Unidos, ainda em fase inicial. O presidente americano, Donald Trump, no entanto, voltou a ameaçar o Irã e afirmou que fará o que for preciso caso o país não cumpra sua parte no acordo.
A declaração veio logo após autoridades iranianas desmentirem Trump e o seu vice, JD Vance, que haviam dito, um dia antes, que o país havia aceitado voltar a receber inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica no país. A questão nuclear continua sendo uma das mais delicadas entre os Estados Unidos e o Irã neste pós-guerra.
Trump afirma que negociadores iranianos teriam aceitado a vistoria de inspetores da agência de fiscalização nuclear da ONU durante a primeira rodada de negociações pós-acordo, realizadas no fim de semana na Suíça. Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirma que não planeja permitir que o órgão inspecione suas instalações nucleares danificadas pela guerra e que negociadores estão tentando alinhar todas as outras cláusulas do acordo antes de iniciar as conversas sobre a questão nuclear. Ainda segundo a pasta, as capacidades defensivas e o programa de mísseis de Teerã não serão objeto de negociações com ninguém.
Em um outro ponto de atrito entre os dois países, o embaixador iraniano na ONU, em Genebra, Ali Bahreini, afirmou que o Irã considera uma linha vermelha qualquer novo ataque de Israel no Líbano. Nesta manhã, duas pessoas morreram no sul do Líbano por disparos de tropas israelenses na guerra contra o Hezbollah. O acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos prevê o fim das operações militares de todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio, incluindo a frente libanesa. Mas Israel, que ficou de fora das tratativas, insiste em manter suas forças no sul do Líbano e defende que tem direito de responder a ataques do Hezbollah.
Compartilhar:
