O Irã respondeu ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com novos ataques de mísseis contra Israel e países do Golfo Pérsico na manhã desta quinta-feira (2 de abril de 2026). As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter interceptado os projéteis iranianos. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita também relataram diversas interceptações de mísseis e drones.
No Irã, ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel atingiram uma instalação militar na província de Isfahan. Autoridades iranianas relataram ainda ataques a um dos principais institutos de pesquisa em saúde do país. A Guarda Revolucionária advertiu que qualquer navio que tente cruzar o Estreito de Hormuz será incendiado, e ameaçou atacar a infraestrutura de petróleo no Oriente Médio para impedir exportações.
Países europeus devem se reunir nesta quinta-feira no Reino Unido para formar uma coalizão e debater maneiras de reabrir o Estreito de Hormuz, após Trump afirmar que garantir a segurança da via é responsabilidade de outras nações. O presidente da França, Emmanuel Macron, avaliou, no entanto, que seria irrealista lançar uma operação militar para forçar a reabertura do estreito, por onde passava cerca de 20% da produção mundial de petróleo antes do início do conflito.
Na quarta-feira (1º de abril), China e Rússia já haviam se manifestado sobre as declarações de Trump. Pequim responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelos bloqueios e defendeu que a segurança da rota marítima só pode ser garantida por meio de um cessar-fogo. Moscou disse estar disposta a contribuir para uma saída diplomática do conflito.
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