O conflito no Oriente Médio começou a semana com guerra de narrativas e nada concreto para o fim das hostilidades. Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira (23), que teve conversas muito boas com o governo do Irã e que o país persa estaria verdadeiramente interessado em acabar com a guerra. Ele também afirmou que foi o Irã quem ligou pedindo para negociar. E que o regime iraniano teria, inclusive, concordado em desistir da construção de armas nucelares. Por isso, segundo Trump, ele decidiu adiar, por 5 dias, os ataques contra instalações de energia iranianas.
No sábado Trump deu um ultimato ao Irã: que eles liberassem o Estreito de Ormuz em 48 horas. Caso contrário, os Estados Unidos iriam bombardear a infraestrutura de petróleo do país. O adiamento de hoje causou alívio em diversos líderes mundiais. Reino Unido e Alemanha comemoraram publicamente a decisão.
Só que o Irã nega que tenha conversado com os Estados Unidos sobre um cessar-fogo. O ministro de Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi, disse que países amigáveis mandaram mensagem ao Irã indicando que os Estados Unidos teriam interesse de conversar sobre o fim da guerra. Mas Teerã não teria respondido.
Horas depois foi a vez do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, negar negociações com os Estados Unidos. Ele disse que “fakenews estão sendo usadas para manipular os mercados financeiro e petrolífero e escapar do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram presos”.
O preço do barril de petróleo tipo Brent, que custava em torno de US$ 60 antes da guerra, chegou a bater quase US$ 120 e oscilava entre US$ 105 e US$ 109 nos últimos dias. Após o anúncio de Trump sobre a trégua e um possível fim da guerra, o preço do petróleo teve forte queda, chegando a ficar abaixo dos 100 dólares hoje. As bolsas de valores também tiveram alta após a fala de Trump.
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