O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou em não ter armas nucleares e anunciou que gostaria de conhecer o líder supremo iraniano, o aiatolá Motjaba Khamenei. A declaração foi feita em uma entrevista a um podcast na manhã desta quarta-feira (3).
Trump se mostrou otimista com o andamento das conversas entre os dois países e afirmou que a situação está evoluindo rapidamente. Questionado sobre a conversa que teve ontem por telefone com o primeiro-ministro israelense, Trump disse estar incomodado com as constantes brigas de Benjamin Netanyahu com o Líbano e ter falado com o aliado "em termos agressivos".
Trump voltou a afirmar que não haverá tropas a caminho de Beirute e disse que teve uma discussão produtiva com representantes do Hezbollah e que o grupo concordou que todos os disparos cessarão.
Na segunda-feira (1º), Netanyahu ordenou aos militares que atacassem alvos nos subúrbios do sul de Beirute, mas voltou atrás após a ligação de Donald Trump. Pouco antes, a agência de notícias iraniana semioficial Tasnim informou que as tratativas para um acordo haviam sido suspensas diante dos ataques do regime israelense no Líbano - uma das pré-condições de Teerã para um cessar-fogo.
Apesar das declarações de Trump sobre o avanço nas negociações, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques esta manhã. As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que bombardeios iranianos ao aeroporto internacional do país mataram um e feriram dezenas de pessoas. No Bahrein, o Exército afirmou ter interceptado mísseis e drones iranianos, enquanto o Irã disse ter atacado um quartel-general e uma base aérea americana no país. E o conselheiro militar do líder iraniano, o aiatolá Motjaba Khamenei, alertou que serão respondidos com uma enxurrada de mísseis e drones.
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