Irã e Israel anunciaram um novo cessar-fogo nesta segunda-feira (8). Os dois países, no entanto, mantiveram o tom de ameaça. Tanto Irã, como Israel, deixaram claro que podem voltar a se atacar. Em comunicado à imprensa, o governo iraniano confirmou o encerramento das operações armadas, mas alertou Israel para encerrar os ataques ao Líbano.
Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou em pronunciamento que responderá com força a qualquer ataque iraniano ou do Hezbollah, grupo militar que atua no Líbano, com apoio do Irã. Netanyahu também disse que não vai aceitar o que chamou de nova equação do Irã, de responder com bombardeios aos ataques de Israel a alvos no Líbano.
O novo armistício veio após 24 horas de ataques. O presidente Trump vinha pedindo nas redes sociais que os ataques fossem encerrados e que as negociações de paz continuassem, apesar do que chamou de ignorância e estupidez que estariam atrapalhando o acordo.
Os constantes ataques de Israel ao Líbano estão no centro das discordâncias. O Irã alega que o cessar-fogo de abril incluía alvos libaneses. O presidente Trump vem pressionando, sem sucesso, Israel para encerrar os ataques contra o Hezbollah.
Um cidadão libanês fez um apelo para que não haja mais ataques, que segundo ele estão levando a destruição e mortes. "Que essa escalada termine, seja no Líbano ou no Irã", pediu.
Em um indício da fragilidade do cessar-fogo, a Guarda Revolucionária do Irã culpou os Estados Unidos pela troca de ataques com Israel. Mais cedo, antes do fim das hostilidades, uma usina petroquímica iraniana foi atingida por mísseis israelenses. O Irã ameaçou que ataques a alvos civis e do setor de energia teriam consequências à economia global.
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