Israel anunciou a retomada do cessar-fogo após atacar a Faixa de Gaza e acusar o Hamas de violar o acordo. Pelo menos 18 pessoas foram mortas, no domingo (19), em um ataque lançado pelas Forças de Defesa de Israel contra Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Israel justificou a operação como uma resposta à violação, pelo Hamas, do cessar-fogo.
Segundo as forças israelenses, o grupo palestino realizou múltiplos ataques além da linha amarela, área da qual as tropas israelenses se retiraram conforme previsto na primeira fase do acordo. O Hamas negou as acusações e afirmou permanecer comprometido com o cessar-fogo. Horas depois da onda de ataques, o Exército israelense anunciou que havia retomado a aplicação do cessar-fogo.
Em meio ao temor pelo fracasso na trégua, os Estados Unidos anunciaram que Steve Witkoff, enviado de Donald Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, estão a caminho de Israel para discutir os próximos passos do cessar-fogo.
A posição do governo americano em relação à violência interna em Gaza também mudou durante a semana. Inicialmente, Trump afirmou ter autorizado temporariamente o Hamas a agir contra gangues e crimes internos, mas depois passou a exigir que o grupo suspenda imediatamente ataques contra civis palestinos, criando zonas seguras em áreas sob controle israelense para proteger civis e grupos rivais.
Nos últimos dias, militantes do Hamas realizaram ações de repressão contra gangues locais, incluindo execuções públicas de membros acusados de colaborar com Israel. Especialistas alertam que, sem a presença de uma força internacional, o risco de novos confrontos entre facções palestinas e entre Israel e Hamas é elevado.
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