Durante a tarde de quinta-feira (27), o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) promoveu o encontro “Tá na Mão”, com o objetivo de integrar e alinhar os desdobramentos práticos do Planejamento Estratégico de****2026. A iniciativa visa fortalecer o ITI, bem como promover o desenvolvimento e o aprimoramento de soluções tecnológicas com impacto para a sociedade.
“É muito bom reencontrar a equipe neste novo ano, agora já consolidados na casa nova e com a chegada de novas pessoas que vêm para somar. O ano passado foi de construção e adaptação, e sou grato pelo empenho de todos. Para este ano, mesmo sendo um ciclo mais curto, temos a oportunidade de avançar em grandes entregas, dialogar mais e transformar em resultados concretos tudo aquilo que começamos a construir juntos”, destacou o diretor-presidente do ITI, Enylson Camolesi, na abertura do encontro.
Foram reunidos representantes das diretorias e dos setores responsáveis pelo estabelecimento de objetivos, metas e estratégias da Organização. As lideranças apresentaram um balanço das entregas realizadas no último ano, os principais desafios enfrentados e contribuíram com a consolidação do documento deste ano.
A diretora de Planejamento, Orçamento e Administração (DPOA), Cristina Portela, ressaltou a importância do fórum não apenas para definir entregas, mas, sobretudo, para identificar pontos de conexão entre as áreas.
“Por exemplo, a DITEC pode planejar uma entrega que demande uma contratação, exigindo atenção da DPOA. Ou ainda pode haver intersecções com a CGICP, a DAFN ou a DITI. Este momento é fundamental para termos essa visão integrada”, explicou.
Durante o encontro, foram debatidas iniciativas estratégicas voltadas ao fortalecimento institucional e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas de impacto social. Para a DPOA, foram definidos objetivos como o fortalecimento do quadro de pessoal, a modernização da infraestrutura crítica, o aprimoramento da governança digital e da gestão de TI, além da consolidação de planos e normas.
O diretor de Infraestrutura Tecnológica (DITEC), José Gonçalves Júnior, destacou prioridades da área, como a regulamentação da AR eletrônica, a evolução dos serviços disponibilizados, a manutenção da confiabilidade das cadeias da ICP-Brasil, o aumento da resiliência das bases biométrica e biográfica da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e o fortalecimento da Escola de Governo.
“A DITEC está em um processo de evolução dos seus serviços que disponibilizamos, integrando novas soluções, fortalecendo a padronização da infraestrutura e incorporando conhecimentos técnicos e estratégicos. Nosso foco é entregar serviços cada vez mais seguros, estáveis e resilientes”, compartilhou.
Representando o diretor de Auditoria, Fiscalização e Normalização (DAFN), Pedro Cardoso, o assessor Jorge Oliveira apresentou os pontos estratégicos da área, que incluem a definição do processo regulatório, o aperfeiçoamento do cronograma referencial da atividade normativa, a automação dos procedimentos de fiscalização e a implementação de mecanismos automatizados de detecção e mitigação de fraudes na emissão de certificados digitais.
“Nós recebemos uma grande quantidade de informações que, por muitos anos, foram processadas de forma majoritariamente manual. Com o crescimento desse volume, tornou-se necessária uma maior sistematização. Hoje, esse cenário começa a mudar com o desenvolvimento de sistemas que ampliam a transparência e a eficiência, como o serviço Meu Certificado, além do aprimoramento de controles como a Lista de Certificados Revogados (LCR). O que antes era apenas discussão agora já está em prática”, destacou.
O diretor de Tecnologias de Identificação (DITI), Maurício Coelho, apresentou como prioridades para 2026 a regulamentação do credenciamento de gráficas e personalizadoras, a implementação do Serviço Biométrico Federal (SBF), o monitoramento dos padrões de layout da CIN e a capacitação dos Organismos de Identificação Civil (OIC).
“Trouxemos pontos objetivos que refletem exatamente o que pretendemos executar neste ano. O ITI tem uma grande responsabilidade, mas gostamos de desafios e, principalmente, de enxergar os resultados positivos à frente”, afirmou.
Já o coordenador-geral de Inovação, Cooperação e Projetos (CGICP), Joelmo Oliveira, destacou a consolidação do ITI como Instituição de Ciência e Tecnologia, conforme o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, a ampliação das ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e a expansão da agenda de cooperação nacional e internacional.
“Ao longo dos últimos anos, conseguimos avançar de forma consistente na construção de uma lógica de cooperação. Embora nossa formação técnica muitas vezes nos prepare para competir, a missão do ITI nos mostra que os melhores resultados surgem quando articulamos, colaboramos e fortalecemos toda a engrenagem do ecossistema. Não se trata de competir, mas de cooperar para entregar melhores serviços e gerar impacto coletivo”, ressaltou.
A segunda edição do “Tá na Mão” evidenciou o empenho das lideranças do ITI em refletir, planejar e implementar ações estratégicas, reforçando a união de esforços das equipes para o alcance dos objetivos prioritários da Instituição.
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