Jogo Rápido com Formiga e Michael Jackson, atletas que estão no DNA do futebol feminino do Brasil
Ícones da seleção feminina de futebol que conquistaram as primeiras medalhas olímpicas da modalidade para o Brasil, elas falam do passado, do presente e do futuro das meninas brasileiras nos campos de futebol. Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
10/08/2024 09h12
Atualizado em 10/08/2024 09h47
Michael Jackson e Formiga, precursoras do futebol feminino no Brasil, são convidadas do Jogo Rápido, em Paris. Foto: Marcio Menasce/Embratur
Formiga e Michael Jackson são nomes que estão presente na cabeça de todo torcedor que acompanha a história do futebol feminino no Brasil. Na verdade, não são nomes, são os apelidos de Mariléia dos Santos e Miraíldes Maciel Mota, protagonistas do momento em que as mulheres calçam as chuteiras, entram em campo e dão visibilidade ao futebol feminino no Brasil.
Elas carregam uma história de luta, coragem e ousadia. Porque, poucos se lembram, mas por mais de 40 anos, as brasileiras foram proibidas de jogar futebol. A proibição começou em 1941, na ditadura do Estado Novo (1937-1945), quando o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto-lei tirando das mulheres o direito de praticar esportes “incompatíveis com as condições de sua natureza”.
Desde então, foram frequentes os jogos femininos cancelados por ordem do Conselho Nacional de Desportos (CND), repartição subordinada ao Ministério da Educação. Houve até partidas encerradas à força pela polícia. As mulheres só voltaram a entrar em campo livremente no fim da ditadura militar (1964-1985). Em 1983, o CND considerou o futebol feminino aceitável e o regulamentou.
Formiga e Michael, portanto, são duas atletas precursoras do caminho que tornou possível o surgimento de Marta, Cristiane e tantas outras meninas que hoje brilham nos campos brasileiros e mundiais. Elas fizeram parte das equipes que representaram o Brasil pela primeira vez em Olimpíadas e são vencedoras das duas primeiras medalhas de prata na modalidade.
Convidadas especiais do Jogo Rápido, o podcast do Ministério do Esporte, produzido diretamente da Casa Brasil em Paris, elas conversam com o jornalista Guido Nunes sobre o início da jornada como jogadoras de futebol, as dificuldades e conquistas, e falam também sobre o futuro do futebol feminino e as perspectivas projetadas para a realização da Copa do Mundo de futebol feminino, no Brasil, em 2027. Acesse o link abaixo e assista a entrevista completa do Podcast Jogo Rápido.
Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes




