O julgamento dos acusados pela morte do menino Henry Borel entra na reta final. São nove dias consecutivos de depoimentos no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o que faz deste julgamento o mais longo da história do tribunal. Para esta terça (2) estão previstos os depoimentos de Monique Medeiros, mãe de Henry, que responde por omissão, e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, acusado de homicídio qualificado por meio cruel.
O depoimento de Monique Medeiros começou no fim da manhã. Ela contou que, no dia da morte do filho, Jairinho acordou dizendo que Henry não estava respirando e que, por volta das três da manhã, os dois foram para o hospital com a criança.
Monique afirmou que não imaginava que Henry sofresse agressões físicas do padrasto. Disse ter presenciado agressões verbais e que evitava deixar o filho sozinho com Jairinho. Ela também falou sobre as trocas de mensagens com a babá em 12 de fevereiro, quando Jairinho teria chegado mais cedo em casa e se trancado no quarto com Henry. Monique estava no shopping naquele momento.
Ao comentar o vídeo em que Henry aparece mancando, Monique disse que não percebeu a situação na hora, mas que depois o menino reclamou de dores no joelho e foi levado ao hospital no dia seguinte. Ela relatou ainda que Henry, quando ficava nervoso, vomitava e dizia que queria ir para a casa dos avós maternos, em Bangu.
Sobre o relacionamento com o ex-vereador, Monique afirmou que ele era ciumento, mas que acreditava que ele amava Henry. Ela chorou em vários momentos do depoimento.
Nos últimos dias, os jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, médicos e peritos, que afirmaram que Henry não morreu em decorrência de um acidente, mas de uma hemorragia interna causada por uma pancada forte no fígado.
A babá também prestou depoimento e disse ter visto Jairinho se trancar pelo menos três vezes no quarto com Henry. Segundo ela, Monique teria pedido que apagasse mensagens do celular. O tribunal também ouviu ex-namoradas de Jairinho, que relataram agressões contra elas e os filhos.
O julgamento pode ter um desfecho ainda hoje ou quarta-feira (3).
Compartilhar:
