Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo.A lista passou a contar com 159 nomes – 101 de pessoas físicas e 58, jurídicas. O aumento foi de 20%, em comparação à lista anterior. Os casos ocorreram entre 2020 e 2025, quando 1.530 trabalhadores foram resgatados.Minas Gerais lidera o número de casos, seguido por São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia.Resgate de trabalhadores em restauranteUma ação conjunta do Ministério Público do Trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Polícia Civil de São Paulo resgatou 17 trabalhadores de um restaurante japonês, da zona norte da capital paulista, que eram submetidos a condições análogas à escravidão.Parte dos trabalhadores não tinha registro formal de emprego e ficava alojada em uma casa sem condições adequadas.O proprietário do restaurante foi autuado e terá que pagar os créditos trabalhistas relativos às rescisões contratuais, fazer o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e recolher as contribuições previdenciárias. Ele também terá que pagar R$ 10 mil por dano moral individual a cada trabalhador, e R$ 100 mil reais por dano moral coletivo.
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