O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviou nesta terça-feira (20), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma autorização para a quebra de sigilo telefônico, bancário e fiscal dele e da família relativo aos últimos oito anos. Ele tinha afirmado ontem e no último domingo, durante debate na Band, que faria isso. E cobrou a mesma atitude do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para “ver quem é ladrão nesse país”.
Caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo, ele defendeu que as informações sejam investigadas e depois apresentadas à população. Segundo Lula, o objetivo é “acabar nesse país com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”.
O candidato acusou Flávio de não explicar a origem do dinheiro usado para comprar uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília. O valor seria incompatível com a renda do senador, que recebe salário de R$ 46 mil. Uma metade foi paga à vista e outra financiada em 30 anos junto ao Banco de Brasília, porém, o saldo devedor foi amortizado de forma antecipada em três anos. A transação é investigada pela Polícia Federal.
Lula também incluiu na autorização a quebra de sigilos dos cinco filhos, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, investigado pela PF por suposto tráfico de influência no governo a favor de empresas ligadas a pessoas de seu relacionamento. Fábio nega ter cometido crime. Os advogados dele já tinham colocado os dados do cliente à disposição da Justiça.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não informou se aceitará o desafio. No debate, o senador disse que não tem nada a esconder e, sem apresentar provas, acusou Lula de movimentar recursos por fora de contas oficiais.
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