O governo federal anunciou que mais de 12 mil favelas em todo o país estão sendo contempladas com seus próprios números de CEP — o Código de Endereçamento Postal usado para identificar a localização de imóveis. Sem ele, muitos moradores não conseguem acessar serviços básicos, como se matricular em escolas públicas, receber boletos ou encomendas em casa.
A iniciativa é do Ministério das Cidades, que antecipou em um ano o programa “CEP para Todos”.
Segundo dados do IBGE, cerca de 16,3 milhões de brasileiros vivem em favelas e comunidades urbanas sem número de CEP — o que representa 8% da população do país.
No Rio de Janeiro, a proporção é ainda maior: 20% dos moradores da cidade vivem em favelas, de acordo com o instituto.
Agora, o programa entra na segunda etapa, que vai mapear ruas, vielas e becos para que cada um tenha o seu CEP específico.
Na fase final, está prevista a instalação de postos e agências dos Correios em 100 favelas, que ainda serão escolhidas.
Com isso, moradores não deverão mais enfrentar constrangimentos ao fazer compras, preencher cadastros ou buscar emprego. Afinal, ter CEP é ter cidadania.
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