Na reta final da COP30, um documento começa a ser preparado como resultado dos temas, debates e meta. O Brasil entregou hoje (18) o primeiro relatório da decisão final da conferência. Esse documento foi elaborado após meses de consultas e vai servir como um guia para a elaboração dos documentos e das decisões até o encerramento da cúpula.
As negociações seguem a toda a velocidade em Belém. Afinal, tirando o dia de hoje, são apenas mais três dias até o fechamento da conferência, na sexta-feira (21). O rascunho do documento já circula entre os negociadores. O que se sabe é que os temas mais polêmicos são referentes aos combustíveis fósseis, ou seja, petróleo, e também ao financiamento, ou seja, quem paga o quê. Mas, por enquanto, o clima entre as partes está calmo. Pelo menos até agora, não se ouviu falar em nenhum problema intransponível, o que é um bom sinal.
Hoje, o Brasil, inclusive, recebeu o apoio de 83 países para o chamado "Mapa do Caminho", uma iniciativa proposta pelo presidente Lula como estratégia para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e financiar o combate às mudanças climáticas, incluindo a preservação das florestas.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comemorou o apoio recebido pelo Brasil de 83 países na manhã de hoje:
“Eu vejo como uma disposição de fortalecimento do multilateralismo climático, uma disposição para que países do Sul Global e países do Norte Global se disponham a fazer aquilo que há mais de 30 anos se espera, que é de dar o devido encaminhamento para a principal causa do aquecimento do planeta, que é a emissão de CO2, sobretudo em função da queima de carvão, de petróleo e de gás, mas que isso não se resolve como mágica. É preciso que tenha financiamento, é preciso que tenha escolha tecnológica, é preciso que haja diversificação econômica, que se multiplique as bases de energia limpa para que a gente possa fazer esse percurso.
A ministra também comentou o rascunho do documento final da COP30, que será apresentado aos participantes da conferência:
“Nós temos metas de zerar emissões até 2050, mas é preciso que se tenha os indicadores de esforços de como vamos alcançar isso para além das NDCs, inclusive promovendo processos de diversificação econômica, criando meios para que todos possam fazer suas transições justas, principalmente pensando naqueles que são mais vulneráveis.”
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