Mais de 87 mil áreas no Brasil possuem um aglomerado permanente de habitantes. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24), em pesquisa recente do IBGE.
O estudo pertence ao Censo 2022, conduzido pelo IBGE, que atualizou as informações sobre os aglomerados habitacionais. Segundo o instituto,o número de localidades aumentou quase 4 vezesem relação ao último Censo, divulgado em 2010, que registrou mais de 21 mil localidades.
Entre os lugares considerados estão cidades, vilas, núcleos urbanos, povoados, lugarejos, núcleos rurais, localidades indígenas e também quilombolas, além de agrovilas dos projetos de assentamento.
Para fazer a pesquisa mais detalhada, foram aprimoradas tecnologias de mapeamento e metodologias de identificação. Segundo o IBGE, o aumento do número de localidades se deve justamente por esta questão técnica.
Além dos limites político-administrativos,o estudo leva em conta como as pessoas vivem, usam e nomeiam os lugares.
Os dados mostram diferenças marcantes entre as regiões brasileiras, como Sul e oSudeste concentrando mais localidades em situação urbana, isto é, classificadas como cidades, vilas ou núcleos urbanos.
Enquanto queNorte e Nordeste concentram os maiores números absolutos de povoados e lugarejos. Ambas as regiões também se destacam com os maiores quantitativos de localidades indígenas e quilombolas.
Por falar nessas áreas, o Brasil possui mais de 8,4 mil localidades quilombolase cerca de 8,5 mil territórios indígenas.
*Sob supervisão de Leila Santos e com informações daAgência Brasil.

