As movimentações recentes no Congresso Nacional levaram milhares de brasileiros às ruas neste domingo, foram registrados atos em 33 cidades, incluindo todas as capitais. Os cartazes criticavam o Congresso Nacional, a proposta de anistia a envolvidos na tentativa de golpe de Estado e a PEC que blinda parlamentares em processos judiciais. Também houve pedidos de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em vários lugares, os protestos tiveram música. No Rio de Janeiro, artistas como Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Djavan, Geraldo Azevedo e Ivan Lins se apresentaram em um carro de som. Muitos deles já haviam se unido nos anos 1960 e 1970 em protestos contra a ditadura militar. A estimativa foi de cerca de 42 mil pessoas na orla de Copacabana.
Em São Paulo, manifestantes estenderam uma grande bandeira do Brasil na Avenida Paulista. O ato também reuniu cerca de 42 mil pessoas. Em ambas as cidades, a contagem de público foi feita por um grupo ligado à Universidade de São Paulo, com base em imagens aéreas de drones.
Em Belo Horizonte, a multidão ocupou a Praça Raul Soares e as ruas do centro. Em Brasília, os manifestantes saíram do Museu da República e seguiram até o Congresso Nacional sob forte sol. A passeata ocupou todas as faixas do Eixo Monumental e foi encerrada com show do cantor Chico César.
Em Recife, o ato começou na Rua da Aurora, local histórico de mobilizações populares, e contou com orquestras de frevo e blocos de maracatu. Em Salvador, a manifestação ocorreu em frente ao Cristo da Barra, com a participação de Daniela Mercury e do ator Wagner Moura. Já em Fortaleza, o protesto foi em frente à estátua da Iracema Guardiã, ponto turístico da capital cearense.
As manifestações foram convocadas por movimentos sociais e pelas frentesPovo sem MedoeBrasil Popular. Os protestos foram motivados, principalmente, pelas recentes movimentações no Congresso Nacional em torno da anistia a envolvidos nos atos golpistas e da PEC que blinda parlamentares em processos judiciais.
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