Uma das ações da marcha das mulheres negras é a entrega de um manifesto econômico com as principais demandas dessa parte expressiva da população brasileira.
Grande parte dos lares brasileiros é chefiada por mulheres negras, muitas delas abaixo da linha da pobreza. Pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais mostram que entre 2012 e 2023 a renda média do trabalho doméstico realizado por negras correspondia a 86,1% da renda das brancas. Muitas estão endividadas, com pouca ou nenhuma rede de apoio para os cuidados com os filhos e com a casa.
Na busca por Reparação e Bem Viver, a marcha das mulheres negras neste ano traz um documento que quer mostrar, concretamente, como fazer justiça econômica, como reposicionar mulheres negras e colocá-las também como formuladoras de políticas públicas.
O documento aponta sete eixos pensados por elas para mudar essa realidade: reparação econômica, trabalho e renda, política macroeconômica, dignidade, investimento público, investimento privado e economia internacional.
E para que essas políticas saiam do papel, o movimento vai entregar o documento no Ministério da Fazenda e iniciar uma grande articulação política.
Compartilhar:


