Marta Vieira da Silva transformou o talento revelado nas ruas de Dois Riachos, no interior de Alagoas, em uma trajetória de reconhecimento mundial. Seis vezes eleita a melhor jogadora do mundo pela FIFA, a brasileira é a maior artilheira da história das Copas do Mundo Femininas e uma das principais referências da modalidade. Aos 40 anos, a atleta atua pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos, e pode disputar sua sétima edição do Mundial em 2027, no Brasil, caso seja convocada.
Em 2025, após retornar à Seleção, Marta foi um dos destaques da conquista da Copa América Feminina, no Equador. A camisa 10 marcou dois gols na final contra a Colômbia e ajudou o Brasil a chegar ao nono título continental. A jogadora também construiu uma história no Orlando Pride, clube que defende desde 2017 e com o qual conquistou o campeonato da liga norte-americana em 2024.
A relação de Marta com o futebol começou na infância, quando jogava com os irmãos mais velhos em sua cidade natal. Aos 14 anos, com o apoio de familiares e pessoas próximas, deixou Alagoas para fazer um teste no Rio de Janeiro. Depois de passar pelas categorias de base do CSA, iniciou a carreira profissional no Vasco, em 2000. No clube carioca, trabalhou com a treinadora Helena Pacheco, que teve papel importante em sua trajetória, e recebeu as primeiras convocações para a Seleção Brasileira.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
Com a camisa da Seleção, Marta disputou seis edições da Copa do Mundo Feminina e marcou 17 gols, recorde na história da competição. Em 2007, foi artilheira e eleita a melhor jogadora do Mundial disputado na China, no qual o Brasil chegou à final e ficou com o vice-campeonato. Pela equipe brasileira, também conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007 e integrou o elenco medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
Em 2004, a atacante seguiu para o Umeå IK, da Suécia, onde conquistou títulos nacionais e a Liga dos Campeões da Europa. Durante a passagem pelo clube sueco, recebeu, em 2006, o primeiro prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA. A brasileira voltou a ser eleita nos quatro anos seguintes e, em 2018, conquistou o reconhecimento pela sexta vez.
Fora das quatro linhas, Marta atua pela valorização do futebol feminino e pela igualdade de oportunidades. Em 2018, foi nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres. Seu legado também foi reconhecido pela FIFA, que criou, em 2024, um prêmio com seu nome para celebrar o gol mais bonito do futebol feminino. A própria brasileira venceu a primeira edição. Com a aproximação da Copa do Mundo Feminina de 2027, sua trajetória segue como inspiração para atletas e torcedores.


