MCTI enfatiza redução de desigualdades entre países durante reunião do G20 em São Luís (MA)
Responsável pelo tema de Inteligência Artificial no GT de Economia Digital, ministério aborda necessidade de países em desenvolvimento terem autonomia para produção de IA Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
12/06/2024 12h07
Atualizado em 12/06/2024 14h20
Foto: Secom G20
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participa nesta semana da 3ª reunião do Grupo de Trabalho de Economia Digital (DEWG) do G20, onde coordena o eixo prioritário sobre Inteligência Artificial. O evento acontece em São Luís (MA), entre os dias 10 e 13.
No G20, existem diversos grupos temáticos e o MCTI participa do Grupo de Trabalho de Economia Digital (DEWG) com outros 3 ministérios. No GT estão sendo discutidos 4 eixos prioritários: Conectividade Significativa, coordenado pelo Ministério das Comunicações; Governo Digital, coordenado pelo Ministério da Gestão e Inovação; Integridade da Informação, coordenado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom). O MCTI coordena o tema de Inteligência Artificial.
Durante a reunião, a Assessora Especial da Ministra Luciana Santos, Renata Mielli, chefe da delegação do MCTI no DEWG, apresentou o estágio do desenvolvimento do trabalho e dos 3 produtos que a presidência brasileira se propôs a apresentar. A ênfase da abordagem brasileira sobre IA é como os países do G20 podem contribuir para adoção de iniciativas internacionais com o objetivo de reduzir as assimetrias de infraestruturas e capacidades para o desenvolvimento, implementação e uso de IA entre países.
“Em um cenário no qual a IA é uma ferramenta tecnológica apropriada e desenvolvida por um pequeno grupo de corporações internacionais, por tanto, em uma concentração econômica violenta, encontramos o desafio de fazer com que os países do Sul-Global e aqueles que não têm condição de concorrer com as Big Techs tenham o mínimo de autonomia e soberania para o desenvolvimento dos seus próprios sistemas de IA”, avaliou Mielli.
Durante a reunião, a representante do MCTI apresentou as quatro linhas de ações do Brasil sobre a IA. “O primeiro tem o foco em reduzir a assimetria entre os países, a segunda é como extrair da IA as potencialidades para que ela seja um instrumento para o desenvolvimento econômico, social e cultural, além da proteção do meio ambiente. Outro ponto é como garantir que os sistemas de IA sejam desenvolvidos com base em princípios éticos e em respeito aos direitos fundamentais. Outro ponto é como promover mecanismos internacionais e nacionais de governança e regulação para identificar e mitigar os muitos riscos decorrentes do uso de IA”, esclareceu Mielli.
Os 3 produtos que o MCTI vai apresentar como resultado de seu trabalho a frente do tema de IA são um "Kit de ferramentas para avaliação da prontidão e capacidade da IA", visa ajudar os países membros do G20 e outros países a avaliarem o seu grau de desenvolvimento e implantação da IA de forma ética e responsável, em linha com os princípios e valores da Recomendação da UNESCO de 2021 sobre a Ética da IA.
O segundo produto, "Mapeando a Adoção da IA para Serviços Públicos Aprimorados no G20 - Oportunidades, Desafios e Caminho a Seguir para Medir sua Adoção", fornece uma análise sobre as perspectivas dos países do G20 sobre o desenvolvimento, implantação e uso da IA pelos governos, a partir de parâmetros éticos, das oportunidades que se abrem com o uso de IA para inclusão digital e ampliação do acesso a direitos e serviços públicos, e mecanismos para governação e monitoramento do uso de IA no setor público.
Categoria Ciência e Tecnologia




