O governo e os representantes dos entregadores e motoristas por aplicativos anunciaram medidas para dar mais transparência na relação com as plataformas digitais e oferecer condições de trabalho mais justas.
Foram pouco mais de três meses entre a criação do grupo de trabalho e a apresentação do relatório final. O trabalho reuniu integrantes de ministérios e entregadores por aplicativos. O resultado foram quatro medidas para melhorar as condições de trabalho.
Será exigido, agora, que os aplicativos informem ao consumidor qual o valor vai para a empresa e quanto será destinado ao entregador. Atualmente, o cálculo da composição final do preço desses serviços não é informado.
Também será feita instalação de pontos de apoio para entregadores e motoristas. Eles serão equipados com banheiro, água, vestiário, área para alimentação, descanso e conectividade para os profissionais. Esses locais serão criados com o apoio da Fundação Banco do Brasil, que, inicialmente, vai instalar até 100 pontos de apoio.
O relatório final também traz medidas para aprimorar o banco de dados de acidentes e agravos dessa categoria, com o objetivo de adotar ações específicas de prevenção. O texto ainda prevê encaminhar ao Congresso propostas para melhorar a remuneração dos entregadores. O valor mínimo pago pelas plataformas a cada corrida, por exemplo, aumentaria de R$ 7,50 para R$ 10.
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