MEsp e Instituto Esporte pelo Planeta debatem impactos de mudanças climáticas no setor
A prática esportiva é fundamental para enfrentar as mudanças no clima que ocorrem no Brasil e no mundo Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
02/08/2024 19h47
Atualizado em 05/08/2024 11h27
Fotos: Ronaldo Caldas/MEsp







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Meio Ambiente, mudança climática e impactos no esporte foram os temas abordados no debate promovido na manhã desta sexta-feira (2/8) pela Diretoria de Projetos (Dproj/SE) do Ministério do Esporte e pelo Instituto Esporte pelo Planeta (EPP). Durante o debate foram apresentados subsídios para avaliação de políticas públicas esportivas que podem mitigar as intempéries e ajudar atletas a performar melhor, já que constantemente são atingidos por mudanças climáticas.
As gêmeas Cláudia e Kátia Alencar, fundadoras do Esporte pelo Planeta, primeiras a representar o remo feminino brasileiro no exterior em barcos de conjunto, fizeram parte da mesa. “O atleta é um desafiador, e o esporte nos empodera. A prática esportiva é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas que ocorrem no mundo e no Brasil”, afirmou a ex-atleta Cláudia, que também citou o caso dos remadores Evaldo Mathias Becker e Piedro Xavier, que tiveram de adiar o sonho de participar das Olimpíadas por causa de tempestades e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
O especiaista em mudança do clima, Sérgio Margulis, ressaltou a vulnerabilidade em áreas costeiras, inundações, estruturas modificadas, tempestades e ondas de calor que afetam o mundo e os eventos esportivos. Segundo o economista, ondas de calor extremo matam mais que quaisquer outros eventos climáticos, como as que atingiram o verão europeu e mataram cerca de 14,8 mil pessoas em Paris.
Marcelo Silva Pontes, coordenador-geral da Dproj, abordou a necessidade de o Ministério do Esporte participar e incluir essa temática no Plano Nacional do Esporte. “O tema é transversal e será internalizado, pois tem correlação com a Lei Geral do Esporte [LGE] em seu Artigo 12. Também é necessário trabalhar a mitigação, a adaptação e a resiliência. A prática e o desenvolvimento desses itens podem levar o Ministério do Esporte a ser protagonista em nível global”, concluiu.
Poder do esporte
“O esporte tem poder de informação e de conscientização muito forte. A pessoa que pratica esporte tem mais resistência para enfrentar as intempéries e superar as dificuldades. No Japão, por exemplo, no inverno se joga à tarde, e no verão, pela manhã. Aqui não há essa preocupação. Lá se pensa mais no atleta que no marketing, há planejamento”, afirmou Washington Cerqueira, presidente da Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut).
Ao encerrar o evento, a chefe de Gabinete do ministro do Esporte, André Fufuca, Valeska Monteiro de Melo, confirmou o compromisso do ministro em impulsionar o esporte e encampar o desafio. “Com isso convoco todos a pensar como trabalhar a temática dentro de cada área. Estamos felizes pela provocação, e vamos pensar como inserir as políticas públicas do esporte na ótica do meio ambiente”, acentuou Valeska.
O desenvolvimento do tema meio ambiente nas instituições públicas faz parte do conjunto de práticas voltadas para a preservação do meio ambiente, responsabilidade com a sociedade e transparência empresarial, e de compromissos das instituições com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes




