Além do monitoramento logístico, Tebaldi detalhou o desenvolvimento de projeto que visa padronizar o uso de tecnologias de identificação nos estádios brasileiros. O foco principal da medida é impedir o acesso de indivíduos com pendências judiciais, como ordens de prisão em aberto – incluindo crimes civis e de pensão alimentícia – e, de forma inovadora, indivíduos que tenham medidas protetivas da Lei Maria da Penha.
Integração interinstitucional
A operação simulou o cenário real que será vivenciado no próximo ano, interligando o Centro Integrado de Comando do Ceará à base federal em Brasília. Além do monitoramento por câmeras, equipes de segurança pública atuaram presencialmente na Arena Castelão para acompanhar a dinâmica do público e das vias de acesso.
A ação foi coordenada a partir do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), em Brasília — uma estrutura que compõe o legado da Copa do Mundo de 2014 e que está sendo modernizada para o Mundial de 2027. O objetivo principal foi testar o fluxo de dados, a integração de imagens e a articulação das forças de segurança em tempo real.
O evento-teste promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) contou com a colaboração estreita do governo do Ceará e de diversos órgãos e forças federais de segurança.
A coordenadora-geral dos Grupos Temáticos da Copa, Caroline Ferreira, destacou o ambiente familiar do amistoso e a importância do monitoramento para garantir a tranquilidade dos torcedores.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
"Pegamos as imagens do Centro Integrado de Comando do Ceará para transmitir aqui e fazer esse acompanhamento do jogo em uma operação simulada da Copa Feminina. A ideia é testar, ver o que funciona e fazer os ajustes necessários. Nossas equipes de segurança pública e os órgãos federais estão atuando de forma integrada tanto em Brasília quanto no Castelão. Estamos testando tudo para que estejamos prontos para realizar a melhor Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027."
Reconhecimento facial e restrições de acesso
"Estivemos em estreita colaboração com o governo do Ceará, recebendo as imagens diretamente no CICCN, aqui em Brasília. Acompanhamos a chegada do público, e estamos bastante felizes de constatar que foi a primeira vez no estádio de 70% do público presente, de 42 mil pessoas. Essa é uma iniciativa de colaboração interinstitucional com diversas forças federais que trabalham para garantir um evento seguro para todos, com atenção especial às meninas e mulheres."
A proposta busca unificar os sistemas de reconhecimento facial e checagem de CPF em nível nacional, cruzando os dados das catracas com o Banco Nacional de Mandados de Prisão. Com a centralização das informações, o governo do Brasil pretende solucionar uma lacuna atual, em que torcedores punidos com o banimento de praças esportivas em um estado conseguem assistir a partidas em outras regiões do país. O objetivo do projeto é criar um banco de dados unificado que garanta o cumprimento rigoroso dessas restrições em qualquer estádio brasileiro, consolidando um ambiente de paz e proteção para todas as famílias e torcedores.
Tecnologia e inteligência a serviço do esporte
O delegado Anderson Tebaldi, representante da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi/Senaspi), ressaltou que o teste é fundamental para ajustar os protocolos de atuação estratégica e inteligência das polícias.
Com o sucesso deste primeiro teste, o Ministério do Esporte e os órgãos parceiros avançam no cronograma de preparação, assegurando que o Brasil entregue um evento com padrão de excelência internacional, acessível e seguro para todas as torcidas.
O Ministério do Esporte, junto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realizou o primeiro evento-teste de monitoramento de segurança com foco na Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. A operação simulada ocorreu durante o amistoso entre as seleções femininas de futebol do Brasil e dos Estados Unidos, realizado na Arena Castelão, em Fortaleza, na noite desta terça-feira (9).





