Ministério do Esporte reúne especialistas e gestores para discutir transição e dupla carreira esportiva
Iniciativa tem por objetivo buscar soluções para dar suporte e apoiar os atletas durante e após carreira esportiva Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
18/07/2024 19h02
Atualizado em 18/07/2024 19h03
Especialistas, entidades públicas e privadas reuniram-se para propor a criação de um grupo de trabalho que vai discutir transição e dupla carreira esportiva. Fotos: Ronaldo Caldas/MEsp




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Especialistas, entidades públicas e privadas reuniram-se nesta quinta-feira (18/07) com a Secretaria Nacional de Excelência Esportiva (SNE) do Ministério do Esporte para propor a criação de um grupo de trabalho que vai discutir transição e dupla carreira esportiva. A iniciativa vai compor um Plano de Ação para o programa a ser apresentado ao ministro do Esporte, André Fufuca, após o I Fórum Internacional sobre Transição e Dupla Carreira, a ser realizado de 21 a 23 de novembro em Fortaleza (CE).
A transição e dupla carreira farão parte do “Excelência para a vida”, programa da SNE, unidade que substituirá a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Desempenho, na nova estrutura do Ministério do Esporte.
A dupla carreira é um fenômeno social que atravessa a vida dos atletas em formação para o alto rendimento esportivo ou para aqueles que já atingiram esse patamar de excelência. O fenômeno consiste na tentativa do atleta conciliar rotinas obrigatórias que constituem seu projeto de vida, seja nas instituições esportivas, educacionais ou laborais.
A secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane Marques, destacou a evolução das políticas públicas do governo, e a junção de todos esses públicos. “Somos pessoas construindo programas para pessoas. Construir esse programa, que abrange todos os atletas, é fundamental para alcançar um patamar diferenciado no esporte, além de uma sociedade justa e igualitária”, afirmou.
A iniciativa foi bastante elogiada pelos convidados, que viram na proposta uma ação recheada de valores. “Espero que seja uma ação positiva. Os professores de educação física têm muito a contribuir e avançar”, afirmou o professor Tarcísio Anchieta, do Conselho Federal de Educação Física (Confef).
Estudando atletas olímpicos há 27 anos, a professora associada da Universidade de São Paulo (USP), Kátia Rúbio, disse: “O atleta é a razão de ser do esporte, por isso é preciso ter cuidado com essas pessoas. É preciso entendê-los e avaliar suas habilidades”.
Coordenadora do Programa Atleta Cidadão, Simone Camargo Rocha, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) falou da necessidade de se preocupar com a finitude desse trabalho esportivo. “A maioria dos atletas não alcança o alto rendimento. A junção de esforços faz que isso aconteça. O poder público tem condições de colocar essas iniciativas em prática”, ressaltou a coordenadora.
“Com o governo à frente desse trabalho, a gente pode colocar isso dentro de uma plataforma para o desenvolvimento do esporte. Os estudantes serão forçados a trabalharem com os valores do esporte. A Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) já possui um programa de dupla carreira, desde 2008, em parceria com a Universidade Estácio”, concluiu o presidente da CBDU, Luciano Cabral.
Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte
Categoria Cultura, Artes, História e Esportes




