Ministra da Gestão abre evento paralelo do G20 que debate "Estados do Futuro"
Evento paralelo do G20 reúne uma coalizão diversificada de atores globais para discutir modelos de Estado voltados ao desenvolvimento sustentável e socialmente justo Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
22/07/2024 12h57
Atualizado em 28/11/2024 16h48
Esther Dweck destacou a importância de um Estado digital, inclusivo e livre de discriminações. Fotos CDN - Lucas Landau
Teve início na manhã desta segunda-feira (22) no Rio de Janeiro o States of the Future, evento paralelo do G20 que reúne governos, sociedade civil, academia, setor privado e organismos internacionais, para discutir as capacidades do Estado frente aos desafios atuais, compartilhando estratégias e práticas inovadoras para a transformação dos serviços públicos e da governança. Na cerimônia de abertura, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, compartilhou o palco com Dilma Rousseff, presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento; Michelle Bachelet, ex-presidenta do Chile; Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e Aloizio Mercadante, Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A participação da ministra reflete o compromisso do Brasil com a promoção de políticas públicas que buscam o equilíbrio entre crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. “Estão em andamento uma série de medidas econômicas, sociais, ambientais, de desenvolvimento produtivo e tecnológico e de promoção de direitos. Cabe ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que tenho a honra de conduzir, apoiar as capacidades estatais necessárias para essas políticas”, afirmou a ministra.
Para a ministra, o MGI tem diversas experiências a compartilhar sobre fortalecimento de instrumentos para gestão pública, incluindo o poder de compra do Estado, a governança das empresas estatais, a destinação adequada de terras do patrimônio público, o governo digital e a gestão do conhecimento e da memória nacional, entre outros temas importantes. “Estamos valorizando a força motriz do Estado brasileiro que é o seu corpo de servidores e servidores. O Estado do futuro que queremos deve ser digital, inclusivo, protegendo direitos e reduzindo desigualdades entre pessoas e entre países, em todas as suas dimensões ser sustentável, feminista, antirracista, anti-homofóbico, anticapacitista e que enfrenta todas as formas de discriminação”, finalizou.
Na abertura, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante enfatizou o papel decisivo estratégico do Brasil no cenário político mundial, afirmando os investimentos do banco público na infraestrutura do país e no desenvolvimento sustentável da população. “O BNDES tem que ser do povo desde a primeira infância até a terceira idade. É papel do Estado cuidar da população desde a primeira infância até a terceira idade para fazer um Brasil mais solidário, mais generoso, mais diverso e mais sustentável”. Na sequência, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) também ressaltou a importância de serviços públicos mais inclusivos e sustentáveis, pensados também para as próximas gerações.
A fala da ministra da igualdade social, Anielle Franco lembrou que a desigualdade social não deve ser vista apenas como um pano de fundo nos discursos de desenvolvimento sustentável. “O Estado do futuro tem que ser o Estado onde ninguém mais esteja passando fome, onde a cor da pele não seja determinante se a pessoa viverá e terá acesso à educação. A luta contra a desigualdade deve ser vista como prioridade de maneira transversal. Enquanto houver racismo ou qualquer tipo de desigualdade, não poderemos falar de desenvolvimento sustentável. Ele só é possível com a eliminação de todas as formas de violência”, ressaltou. Michelle Bachelet, ex-presidenta do Chile, seguiu a linha de discurso de Anielle, ampliando a necessidade de enfrentamento da desigualdade social como um compromisso global.
Por fim, a ex-presidenta do Brasil e do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff trouxe a importância de uma governança adequada das novas tecnologias a serviço do poder público. “As tecnologias avançadas trouxeram novas oportunidades e desafios para a governança. Essas tecnologias apresentam maneiras inéditas de aumentar a eficiência e a transparência, proporcionando aos governos o benefício de agilizar processos administrativos e reduzir custos.”
Coalização global
O States of the Future é um evento internacional do GT de Desenvolvimento do G20 promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Open Society Foundations, da Maranta e da República.org. Até sexta-feira (26), especialistas globais de governos, sociedade civil, academia, setor privado e organismos internacionais debatem os desafios emergentes do século XXI e o papel do Estado na promoção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável e socialmente justo.
O objetivo do encontro é articular e compartilhar visões, estratégias e práticas inovadoras para transformar os serviços públicos e a governança, estabelecendo uma plataforma de colaboração internacional, o intercâmbio de conhecimento e a criação de parcerias estratégicas para a construção de um futuro resiliente, inclusivo e sustentável. A programação será aberta ao público até quarta-feira. Na quinta e na sexta-feira acontecem os encontros com organizações da sociedade civil convidadas.
Além da presença da ministra da Gestão, Esther Dweck; do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; da presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff; a programação contará com conferências magnas e painéis em formato de talk-show, com a participação de nomes como António Costa, presidente eleito do Conselho Europeu e ex-primeiro-ministro de Portugal; Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile; Denise Ferreira da Silva, professora da New York University; Mariana Mazzucato, diretora fundadora do Instituto para Inovação e Propósito Público da University College London (IIPP/UCL); Ailton Krenak, liderança indígena e imortal da Academia Brasileira de Letras; Dilma Rou e Ha-Joon Chang, professor da School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres e autor de best-sellers como “Chutando a escada”.
Confira o relatório final do States of the Future.
Categoria Finanças, Impostos e Gestão Pública



