Chefe da pasta dos Direitos Humanos e da Cidadania destaca urgência de ações afirmativas e proteção às mulheres na política em evento promovido pelo TSE
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou, nesta segunda-feira (24), às vésperas do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, do encontro “Democracia: Substantivo Feminino”, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF).
A iniciativa buscou abrir espaço e tempo para ouvir mulheres em diálogos sobre dificuldades e possibilidades, avanços e obstáculos ainda existentes para a igualdade de gênero no país, especialmente na participação feminina em cargos de poder.
(Foto: Clarice Castro/MDHC)
Em sua fala, a ministra Macaé destacou a força das mulheres que compuseram a mesa de debates, celebrando o trabalho e a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e das demais autoridades presentes, reafirmando a importância do evento. “Não é possível que num país tão plural como o nosso, nós ainda sigamos sendo um número tão pequeno e restrito nos espaços de poder”, afirmou.
Ela ainda reforçou que enfrentar a violência contra as mulheres – seja na política ou na vida cotidiana – exige uma ação contínua e firme que vai desde os espaços comunitários até o Congresso Nacional. “Isso precisa ser desconstruído de maneira inexorável no imaginário da sociedade brasileira. Seguimos juntas, ocupando todos os espaços de poder que vamos mudar essa realidade”, finalizou.
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou que a democracia não se sustenta em cenários de desigualdade, defendendo que apenas com participação, diálogo e articulação coletiva será possível construir um futuro mais justo. “Não há democracia com desigualdade, discriminação e violência, mas principalmente para o benefício de toda a sociedade, do presente, para que a gente seja capaz de construir um futuro sem desigualdade”, afirmou.
A abertura do evento também contou com a presença da deputada federal Soraya Santos; da procuradora Regional da República na 1ª Região; e da diretora da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Raquel Branquinho.
Programação
(Foto: Clarice Castro/MDHC)
O evento foi aberto ao público e reuniu mulheres de diferentes áreas, que compartilharam histórias e perspectivas, discutindo os desafios e caminhos para a efetividade da igualdade, com foco nas ações afirmativas e no enfrentamento à violência de gênero.
Ao longo do dia, três rodas de conversa marcam o encontro. A primeira delas, “Conceitos e preconceitos explícitos e ocultos: novas ações afirmativas possíveis”, com mediação da ministra substituta do TSE, Vera Santana – primeira mulher negra a integrar a lista tríplice do TSE –, teve a participação da ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e da jornalista Flávia Oliveira.
Na sequência, o tema “Democracia e violências: atitudes e platitudes sociais” foi debatido pela atriz e escritora Maria Ribeiro, pela cantora Fafá de Belém e pela empresária Luiza Trajano.
A última roda de conversa. “Consenso de gerações: democracia e liberdade sem idade – passado, presente e futuros”, contou coma participação da atriz Denise Fraga; da presidente da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, Lúcia Braga; da jornalista Basília Rodrigues; e da líder indígena Thaís Pitaguary, encerrando o evento.
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Texto: P.V.
Edição: F.T.




