O Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciaram, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), o início da pesquisa que visa documentar as desigualdades estruturais que afetam a vida de trabalhadores informais no Brasil. A iniciativa está sendo promovida em resposta às condições de trabalho informal vividas no contexto brasileiro. Liderada pela UFSC, a pesquisa será realizada em colaboração com a Rede Brasil Afroempreendedor, sob a supervisão do Professor Jacques Mick, especialista em Sociologia e Ciência Política, pesquisador do CNPq e pró-reitor de Pesquisa e Inovação na Universidade. A parceria terá duração de um ano, com possibilidade de prorrogação, e conta com um investimento de quase R$300 mil. O estudo é uma atualização da pesquisa sobre os 25 milhões de trabalhadores por conta própria no Brasil, realizada pela Universidade em 2021. Para a diretora de Políticas de Ações Afirmativas Layla Carvalho, “o mercado informal tem uma sobrerrepresentação de pessoas pretas e pardas que ainda tem sido discutida de forma insuficiente. É importante que ela seja mais compreendida para que políticas adequadas sejam propostas”. Através dos dados publicados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) e do Censo Demográfico de 2022, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), a Universidade irá avaliar os desafios relacionados ao trabalho informal com base nos marcadores de gênero, raça, classe, regionalidade e faixa etária. A diretora Layla ainda ressalta a importância dessa ação. "A pesquisa avança ao cruzar dados de informalidade com os dados do território, o que nos permitirá ter ações mais precisas de acordo com as necessidades locais”. A parceria vai durar até março de 2025.
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MIR e UFSC firmam parceria para pesquisa sobre desigualdades no mercado do trabalho
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