MJSP promove curso de aprimoramento para abordagens policiais antirracistas
Capacitação promovida pela Senasp reúne 33 profissionais de segurança pública, que serão preparados para serem multiplicadores de noções de enfrentamento do racismo e de letramento racial em 23 unidades federativas Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
29/10/2024 18h13
Atualizado em 29/10/2024 18h14
Foto: Jamile Ferraris
Brasília, 29/10/2024 - A segunda edição do curso de formação de multiplicadores de polícia antirracista se iniciou nesta terça-feira (29) com a capacitação de 33 profissionais, entre policiais militares, policiais civis, peritos e representantes das secretarias de segurança pública de 23 unidades federativas. O objetivo é preparar agentes capazes de transformar a cultura organizacional e difundir princípios de direitos humanos e de consciência ética sobre a diversidade da sociedade brasileira para, assim contribuir para o enfrentamento da desigualdade racial no País.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) é a responsável pela capacitação, que segue até 8 de novembro. A primeira edição do curso, promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, ocorreu em 2023 e capacitou 37 agentes.
O curso é ministrado no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), e conta com a participação de especialistas em combate ao racismo, letramento racial e sensibilização antirracista. Serão tratados aspectos legais da abordagem policial em questões de raça, qualidade de vida, prática policial e relações raciais.
Os futuros multiplicadores também receberão noções de planejamento e metodologia de ensino para combinar aulas expositivas, discussões e atividades teóricas e práticas para promoverem a formação completa dos policiais.
De acordo com a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, a violência afeta de maneira desproporcional as populações racializadas. “A cor da pele, muitas vezes, resulta em acesso desigual a uma série de direitos fundamentais, incluindo o direito à vida”, afirma. Contudo, segundo ela, há o entendimento de que políticas de segurança são fundamentais para transformar esse cenário. “Nesse processo, os profissionais da segurança pública têm um papel essencial na reversão dessas desigualdades”, defende Michele.
Categoria Justiça e Segurança




