A Operação Infiltrados, do Ministério Público de São Paulo, prendeu, nesta terça-feira (9), três pessoas suspeitas de serem do PCC e que atuavam dentro de instituições públicas. Foram três prisões temporárias: um foi chefe dos investigadores da Polícia Civil, outro era ex-agente e um chegou a ser estagiário do próprio Ministério Público e hoje atua como advogado.
Os três suspeitos são investigados por suposto envolvimento em dois esquemas graves: o primeiro esquema ligado a um plano para assassinar um promotor do Gaeco, o grupo do MP que combate o crime organizado, e o segundo esquema extorquia investigados, incluindo membros da própria facção criminosa. Além das três prisões foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão no interior paulista.
O plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho foi desmontado em uma operação realizada em agosto do ano passado. Segundo o Ministério Público de São Paulo, faziam parte da conspiração dois empresários e um traficante de drogas que pertence à facção criminosa.
Agora foram descobertos vídeos que mostram um desses empresários em encontros com o chefe da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes de Campinas. Essas reuniões aconteceram às vésperas da data marcada para o atentado.
As ações foram realizadas nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.
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