O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) participou das comemorações do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, celebrado no dia 12 de junho, por meio da Gerência Regional do Trabalho em Sorocaba (SP). O encontro foi realizado para discutir ações e políticas públicas destinadas a evitar que as crianças trabalhem e sejam exploradas. Coordenado pelo Fórum de Combate Permanente ao Trabalho Infantil (FPETI), o seminário aconteceu no dia 10 de junho na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba. Durante o encontro, o chefe regional de fiscalização do trabalho, Ubiratan Vieira, destacou que em Sorocaba e região, 27 municípios de São Paulo foram monitorados nos primeiros seis meses deste ano. Mais de duas mil empresas foram investigadas por irregularidades na contratação de estagiários, e 64 foram autuadas por trabalho infantil e estágios irregulares. "Em Sorocaba e região, somente nos primeiros seis meses de 2024, dois mil casos de trabalho infantil em empresas foram investigados e 64 empresas foram autuadas. Os estagiários estavam trabalhando sem remuneração, embora a idade mínima para estágio seja 16 anos. Havia estagiários na função de picador de fumo em tabacaria e pedreiro de construção civil. Além disso, foram registrados com carteira assinada 26 adolescentes”, explica Ubiratan. Segundo o chefe regional de fiscalização do trabalho, a maioria dos contratados como estagiários são jovens entre 14 e 15 anos, mas estão exercendo funções de trabalhadores e não de aprendizes, conforme exige a legislação vigente. Durante o seminário ele defendeu a atualização da Lei do Aprendiz nº 8.711, de 2008. Para ele, a lei atual oferece espaço e muitas brechas para fraudes, especialmente contra crianças e adolescentes. “A lei não estabelece o pagamento mínimo para bolsa estágio. Também não regulamenta com robustez a participação dos Agentes de Integração, nem das empresas que fazem intermediações”, afirmou. Uma das soluções propostas foi a conversão dos estágios em aprendizagem e a regularização dos adolescentes. Durante o evento, o presidente do TRT da 15ª Região, Samuel Hugo de Lima, falou da parceria de sucesso com o Ministério do Trabalho e Emprego e destacou que pretende incentivar cada vez mais a aprendizagem social. Nesse modelo, uma empresa que precisa cumprir cota, mas cujo local de trabalho é hostil, contrata o jovem e o cede para repartições públicas. Para Ubiratan, o projeto de aprendizagem social é um passo importante, mas ressalta a necessidade da fiscalização. “Um exemplo de parceria é a atuação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que está intermediando 29 aprendizes cedidos por usinas para a Universidade de São Paulo (USP), pela segunda vez. Em Sorocaba, desde 2017, os aprendizes começaram a prestar o aprendizado prático na Polícia Federal (PF). Este ano, mais três aprendizes vão se aperfeiçoar na PF a pedido do atual Delegado Regional, Eduardo Fontes. A Superintendência da Polícia Federal em São Paulo irá contratar mais seis aprendizes para esse projeto.”
13 de jun. de 2024
MTE apresenta ações de combate ao Trabalho Infantil na região de Sorocaba (SP)
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