Nesta quarta-feira (24), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) dá os primeiros passos para colocar em prática o projeto-piloto de Migração do Café em Minas Gerais. Os auditores-fiscais do trabalho e os parceiros (Organização Internacional do Trabalho (OIT), Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariados Rurais (CONTAR), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Ministério Público do Trabalho (MPT)) estarão, das 9h às 12h, na Câmara de Vereadores de Santo Antônio do Amparo (MG) para prestar orientações trabalhistas para a colheita da safra do café. Depois, serão feitas as primeiras ações in loco do Projeto envolvendo o produtor rural e seus trabalhadores. A perspectiva é beneficiar cerca de 50 trabalhadores. O Projeto busca dar orientações e ajudar na contratação de trabalhadores para a colheita da safra do café de forma justa, assegurando direitos, levando informações aos contratados e contratantes. “Como são períodos curtos de trabalho, muitas vezes, os trabalhadores são submetidos a trabalhos forçados, jornada exaustiva, condição degradante de trabalho, levando ao trabalho análogo à escravidão”, explica o coordenador do Programa Trabalho Sustentável (PTS) e Projeto Migração, do MTE, Luiz Henrique Ramos. Dados da fiscalização do trabalho apontam que os maiores índices de trabalho análogo à escravidão envolvem trabalhos de curta duração. Em 2023, foram resgatados 302 trabalhadores na colheita do café, 258 na cana-de-açúcar e 249 em atividades de apoio à agricultura. Cerca de 85% dos resgates de trabalhadores acontecem no meio rural, onde a informalidade, em alguns setores, pode chegar a 80%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio (Pnad)/IBGE. Na Câmara dos Vereadores de Santo Antônio do Amparo o coordenador do PTS, Luiz Henrique Ramos, falará sobre o Projeto de Migração, já o coordenador Nacional da Fiscalização Rural do MTE, Alexandre Furtado Scarpelli, abordará sobre a Segurança e Saúde no Campo, e o coordenador Trabalhistas da CNA, Rodrigo Hugueney, explicará as Formas de Contratação no Meio Rural. O Projeto busca levar informações para que os trabalhadores sejam contratados de forma correta, assegurando direitos, e também busca ajudar na seleção destes trabalhadores para atuarem na colheita do café. “Esses trabalhadores estão sempre migrando em busca de trabalho. E levam, muitas vezes, a família. A migração é um direito, e uma oportunidade, mas precisa ser feita de forma justa e legal”. Afirma Luiz Henrique. Ele ainda complementa que os trabalhadores precisam de informação. “Por exemplo, alguns deles acham que, com a formalização do contrato de trabalho, há a perda direta de benefícios sociais, mas nem sempre é assim. Existe a Regra de Proteção do Bolsa Família que garante que famílias que superam a linha da pobreza, isto é, que tenham uma renda mensal acima de R$218 por pessoa, e não ultrapassem o teto de meio salário-mínimo, permanecem no programa, no entanto, com uma redução de 50% do benefício”, ressalta Luiz Henrique. O Brasil é o maior produtor de café no mundo, e o estado de Minas Gerais o maior produtor do país.Serviço MTE e parceiros estarão em Minas Gerais para orientar contratações para a safra do café Data: 24 de abril Horário: 9h às 12h Local: Câmara de Vereadores de Santo Antônio do Amparo (MG)
23 de abr. de 2024
MTE e parceiros estarão em Minas Gerais para orientar contratações para a safra do café
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