Representantes do Instituto vinculado ao Ministério das Relações Exteriores conheceram legado histórico e científico do MPEG; internacionalização da ciência foi um dos temas abordados
Representantes do Museu Goeldi falam sobre a relevância da instituição para a pesquisa brasileira (Foto: Carla Serqueira)
“É orgânica essa junção entre uma instituição como o Museu Goeldi, que é de impacto para uma região que tem importância mundial, com instituições que tem a mesma intenção, que é projetar o Brasil no exterior”, afirmou a coordenadora do Museu Goeldi, ao falar sobre o contexto da COP30. “É óbvio que momentos e recortes temporais como a COP facilitam essa aproximação porque ambas são instituições preocupadas em manter, divulgar e falar sobre um Brasil que é importante para o resto do mundo”, acrescentou.
Atraído pela relevância do legado histórico e científico que o MPEG construiu ao longo dos seus quase 160 anos, o diretor do Instituto Guimarães Rosa, Marco Antonio Nakata, falou sobre a possibilidade de colaborar para a internacionalização da produção científica e cultural do Museu. “Eu acho que o Instituto Guimarães Rosa pode contribuir para que haja uma internacionalização do Museu Goeldi, estabelecer parcerias com instituições estrangeiras e, com isso, expandir o conhecimento da Amazônia pelo mundo”, afirmou.
Segundo ele, o interesse internacional pela Amazônia deve aumentar depois da COP. “Já existe um interesse grande no mundo, mas como muitas pessoas estudiosas da Amazônia dizem, também existe um desconhecimento. As pessoas têm uma visão superficial do que é a Amazônia, do que que representam os povos indígenas. E eu acho que justamente pelo Museu Goeldi ser um centro de ciência e cultura, ele vai estimular as pessoas a pesquisar e a conhecer mais profundamente a Amazônia”, disse Nakata.
Museu Goeldi no roteiro da COP30
“Acho que o Museu Goeldi faz uma junção perfeita, não só da ciência, mas também com humanos, com essa parte de arte de storytelling [arte de contar histórias]. O Museu consegue comunicar a ciência de uma maneira que pessoas leigas, digamos assim, que não sejam específicas de certa área, conseguem entender e apreciar. Eu sempre penso muito nesse lema de que a gente só cuida do que a gente conhece, do que a gente ama”, destacou Hoffenberg.
Para a chefe do Serviço de Educação do Museu Goeldi, Mayara Larrys, as visitas de instituições com capilaridade internacional, como o Instituto Guimarães Rosa, é uma oportunidade de falar sobre as atividades educativas que são desenvolvidas tanto em Belém, quanto na região do Marajó. Segundo ela, “não existe divulgação de cultura brasileira em sua totalidade, se essa cultura não comporta a região Norte, não comporta a Amazônia”, frisou a educadora, considerando estratégica a aproximação com o Instituto Guimarães Rosa. “Construir parcerias que apresentem para outros países o que é feito no âmbito da Amazônia brasileira é um passo essencial para divulgação do nosso patrimônio cultural, biológico, social”, concluiu Mayara Larrys.
Texto: Carla Serqueira
Edição: Denise Salomão



