O vídeo produzido pelo Museu Paraense para essa amostra de engajamento apresenta a instituição como pioneira em pesquisa científica da Amazônia (fundada há quase 160 anos), como um espaço de diálogo entre as ciências humanas, naturais, sociais e da terra. Também mostra sua herança histórica e o seu relacionamento com a cidade (Belém) e com a sociedade, e um museu que preserva o passado para imaginar o futuro.
Para conferir o vídeo na íntegra, basta clicar aqui . Para curtir e comentar, apoiando a iniciativa do Museu Paraense Emílio Goeldi, é preciso ter uma conta no Tik-tok.
Para a presidente da SBPC, Franciele Garcia, as redes sociais têm o poder de aproximar a ciência e a sociedade, “Vivemos um tempo em que a ciência precisa ocupar todos os espaços da sociedade, inclusive aqueles onde as pessoas estão, dialogam e constroem sentidos sobre o cotidiano. O Prêmio SBPC-TikTok de Divulgação Científica nasce exatamente com esse propósito: reconhecer quem transforma conhecimento em linguagem acessível, sem abrir mão do rigor, da responsabilidade e do compromisso com a verdade”, ressalta.
A próxima etapa
Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) é um dos 10 finalistas do Prêmio SBPC-TikTok de Divulgação Científica. A premiação, criada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em parceria com o TikTok, tem o objetivo de reconhecer iniciativas de comunicadores e de instituições para a popularização da ciência, incentivar e fortalecer a cultura científica no Brasil, combater a desinformação e ampliar o acesso qualificado ao conhecimento. Um dos critérios para estar na próxima fase, é o engajamento do público. Para isso, o Museu Goeldi está convidando as pessoas para conhecer seu perfil (@museugoeldi) e se engajar à campanha, curtindo e comentando o vídeo de apresentação da instituição no perfil @sbpcnet.
Ciência na contemporaneidade
Tarcízio Macedo, pesquisador do Museu Goeldi e um dos responsáveis pelo Laboratório de Comunicação Pública da Ciência (Labcom/MPEG), descreve a presença da instituição nas redes sociais como uma adesão fundamental para a divulgação da ciência na contemporaneidade. “Instituições como o Museu Goeldi, produzem conhecimento sobre temas estratégicos para a sociedade, como biodiversidade, mudanças climáticas, patrimônio cultural, divulgação científica e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Para que esse conhecimento gere impacto social, ele precisa circular para além dos espaços acadêmicos tradicionais. As plataformas digitais permitem que as instituições de pesquisa e de ensino dialoguem com públicos muito diversos, desde crianças e jovens até adultos e idosos, ampliando o alcance das descobertas e fortalecendo a confiança na ciência”, acrescenta.
Ainda de acordo com Macedo, para o MPEG, estar entre os semifinalistas já representa o reconhecimento do seu compromisso com a criação de conteúdo educativo de qualidade, com a valorização de seus pesquisadores e comunicadores e da produção científica no Brasil. “Receber esse reconhecimento enquanto instituição semifinalista já é muito importante, porque significa reafirmar o compromisso histórico da ciência com a sociedade, ocupando linguagens e plataformas contemporâneas sem abrir mão do rigor científico. É também uma oportunidade de mostrar que a produção de conhecimento sobre a Amazônia e poder dialogar diretamente com milhões de pessoas, transformando resultados de pesquisa em conteúdo acessível, relevante e socialmente útil”.
Foram recebidas 70 candidaturas de criadores de conteúdo, pesquisadores, projetos e instituições científicas de todo o país. São 31 semifinalistas divididos em três categorias: Revelação da Divulgação Científica, voltada a novos criadores com até três anos de atuação na plataforma, com 11 concorrentes nesta etapa; Melhor Perfil de Divulgação Científica, para comunicadores já consolidados, com 10 iniciativas selecionadas; e Melhor Divulgação Científica Institucional, categoria na qual figura o Museu Goeldi e outros nove perfis, englobando universidades, institutos de pesquisa, coletivos e organizações.
Edição: Andréa Batista
Texto: Anna de Souza
A classificação para a etapa final será composta pela avaliação da comissão técnica, que equivale a 80% da pontuação, e do engajamento orgânico do conteúdo postado na plataforma, os outros 20%, considerando curtidas e comentários. O resultado da premiação será divulgado no dia 24 de junho e os ganhadores de suas categorias terão presença garantida na 78ª Reunião Anual da SBPC, que acontecerá entre 26 de julho e 1º de agosto, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói-RJ, além de receberem um troféu e equipamentos para auxiliar na produção de seus trabalhos de divulgação científica.





