O governo da Venezuela reagiu às ordens de Donald Trump ao Serviço Secreto Americano, a CIA, para operações no país. Ontem (16), Nicolás Maduro se dirigiu aos americanos e afirmou que não quer guerra com os Estados Unidos.Falando em inglês, o presidente venezuelano afirmou que a América Latina e o Caribe não querem uma guerra e pediu paz e respeito à soberania venezuelana. Maduro criticou ainda o que chamou de guerras fracassadas no Afeganistão, Iraque e Líbia e de golpes de estado orquestrados pela CIA na América Latina, citando Argentina e Chile na década de 1970.Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que autorizou operações secretas da CIA na Venezuela e disse estudar ataques terrestres contra cartéis de drogas no país. O governo norte-americano alega que conduz uma operação militar contra o tráfico internacional de drogas e já bombardeou uma série de barcos que estariam transportando entorpecentes. Os Estados Unidos consideram o governo de Maduro como ilegítimo e o acusam de liderar o cartel de Los Soles, grupo classificado como organização narcoterrorista.Maduro, por sua vez, nega que drogas estejam sendo produzidas no seu país, e afirma que os norte-americanos esperam tirá-lo do poder porque estariam, segundo ele, buscando uma mudança de regime por meio de ameaça militar.Atualmente, pelo menos oito navios americanos, além de um submarino nuclear, estão em uma área próxima à costa venezuelana. Nas últimas semanas, militares dos Estados Unidos realizaram pelo menos cinco ataques a barcos suspeitos de transportar drogas no caribe, perto da costa venezuelana, matando 27 pessoas. Já o governo venezuelano aumentou a mobilização de milícias e militares das forças armadas e convocou civis para alistamentos.
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