No Rio de Janeiro, famílias de vítimas da violência urbana, moradores dos complexos da Penha e do Alemão e movimentos sociais fizeram um ato hoje (31) contra a violência policial e exigindo a apuração isenta das mortes ocorridas durante a megaoperação na última terça-feira (28), que deixou 121 mortos.
Adriana de Araújo, que perdeu o filho na operação policial de 2021 do Jacarezinho, com 28 mortos, fez questão de participar da manifestação realizada hoje no Complexo da Penha. O protesto contou com moradores locais e de diversas outras comunidades, além de organizações de direitos humanos.
O ato reuniu um grande número de pessoas na Vila Cruzeiro contra a operação policial que resultou em mais de 120 pessoas mortas. Eles pedem uma investigação imparcial e protestam contra a violência do Estado.
A diretora da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, criticou a política de segurança do governo do estado:
“O movimento da Anistia Internacional, que está no mundo inteiro, já tem se pronunciado pedindo justiça, reparação e responsabilização de quem tem que ser responsabilizado. Queremos perícia independente, para saber quem são os responsáveis, de que forma essas pessoas morreram.”
A representante da Frente Favela Brasil Cláudia Vitalino disse que a violência policial não irá resolver o problema da criminalidade:
“A favela é um local de pessoas dignas, onde o poder público deveria ter chegado não com armas, mas com escolas, com saneamento básico, com trabalho.”
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