Nova Coordenação de Pesca Artesanal promove oficinas para fortalecer as cadeias da pesca nas Unidades de Conservação
Iniciativa busca impulsionar as economias da sociobiodiversidade nas zonas costeiras e marinhas do país Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
09/05/2025 16h31

- Foto: Acervo CGPT
A recém-criada Coordenação de Pesca Artesanal (COPESC), em conjunto com a Coordenação-Geral de Articulação de Políticas Públicas e Economias da Sociobiodiversidade (CGPT), realizou, entre 22 e 26 de abril, oficina de diagnóstico e planejamento de ações para o fortalecimento das economias da sociobiodiversidade, com foco na pesca artesanal, no Parque Estadual da Ilha do Cardoso (SP), com objetivo de alavancar as cadeias produtivas das unidades de conservação da zona costeira e marinha da Região Sul e Sudeste.
O encontro reuniu 55 participantes, entre pescadores e pescadoras artesanais e servidores do Instituto Chico Mendes, representando 23 Unidades de Conservação das regiões Sul e Sudeste, além de representantes de órgãos governamentais (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome-MDS, Ministério da Pesca e Aquicultura-MPA e Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB) e da sociedade civil (Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros e Marinhos-CONFREM, Instituto Linha d’Água, Olha o Peixe! e Cooperativa dos Pescadores Artesanais-COOPERPESCA). O evento teve apoio do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas – GEF Mar e do Instituto Linha d’Água.
A escolha do local da oficina foi simbólica. Após décadas de resistência dos pescadores artesanais do Parque Estadual da Ilha do Cardoso, foi formalizada, em 2023,parceria público-comunitária inédita com o poder público da gestão do Núcleo Perequê, que hospedou o evento. Os participantes da oficina tiveram a oportunidade de conhecer a experiência inspiradora de organização e protagonismo das comunidades pesqueira sem uma roda de conversa durante o evento.
Essa foi a segunda de um ciclo de três oficinas regionais planejadas para a zona costeira e marinha. Segundo a Coordenadora-Geral da CGPT, Tatiana Rehder, “a oficina integra uma estratégia mais ampla da CGPT voltada à compreensão das cadeias produtivas e ao planejamento do fortalecimento das economias da sociobiodiversidade nos diversos biomas brasileiros, identificando ações prioritárias com as pessoas que estão nos territórios”.
A primeira oficina da zona costeira e marinha ocorreu em dezembro de 2024, em Belém (PA), com a participação de 51 representantes de UCs da costa amazônica dos estados do Amapá, Pará e Maranhão, entre gestores das unidades de conservação, lideranças comunitárias, em sua maioria, e instituições parceiras.
A terceira e última oficina do ciclo está prevista para o final de maio com as unidades de conservação costeiras e marinhas da Região Nordeste e será realizada no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE/ICMBio), em Tamandaré (PE), com previsão de participação de 55 pessoas.
Para a Coordenadora da COPESC, Paula Pinheiro, “as oficinas evidenciaram a importância de um lócus institucional para a pesca artesanal e as expectativas em torno da nova coordenação, que já se inicia com um direcionamento das ações estratégicas para o fortalecimento da pesca artesanal nos territórios e maretórios”.
| Foto: Acervo CGPT Foto: Acervo CGPT | Foto: Acervo CGPT Foto: Acervo CGPT |
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