Novos índices entram em vigor na sexta-feira (19/6)
O reajuste tarifário da RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. foi aprovado, nesta terça-feira (16/6), durante reunião da diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Com sede na cidade de São Leopoldo (RS), a distribuidora atende cerca de 3,19 milhões de unidades consumidoras.
Confira abaixo os índices aprovados que entram em vigor no dia 19 de junho de 2026:
| Empresa | Consumidores residenciais B1 |
|---|---|
| RGE Sul | 14,97% |
| Baixa tensão em média | Alta tensão em média | Efeito médio para o consumidor |
|---|---|---|
| 14,93% | 19,02% | 16,06% |
Os custos que mais impactaram o reajuste foram os gastos com pagamento dos componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário vigente e ao anterior, além do pagamento de encargos setoriais e das atividades de transporte e aquisição de energia elétrica.
Em razão da calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul em 2024, entre os meses de junho e agosto a ANEEL manteve as tarifas vigentes desde 2023 e posteriormente aprovou reajuste com variação média nula até junho de 2025. Para viabilizar a medida, foi reconhecido um ativo regulatório em favor da RGE, cuja recomposição deveria ocorrer nos três processos tarifários subsequentes, avaliando em cada aplicação o perfil de recomposição.
Revisão tarifária x Reajuste tarifário
A Revisão Tarifária Periódica (RTP) e o Reajuste Tarifário Anual (RTA) são os dois processos tarifários mais comuns previstos nos contratos de concessão. O processo de RTP é mais complexo. Nele são definidos: (i) o custo eficiente da distribuição (Parcela B); (ii) as metas de qualidade e de perdas de energia; e (iii) os componentes do Fator X para o ciclo tarifário. Já o processo de RTA é mais simples e acontece sempre no ano em que não há RTP. Nesse processo, é atualizada a Parcela B pelo índice de inflação estabelecida no contrato (IGP-M ou IPCA) menos o fator X (IGP-M/IPCA – Fator X). Em ambos os casos são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.
