Após o anúncio da nova taxação de 25% dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros, setores produtivos começaram a recalcular os impactos da sobretaxa.
Os EUA seguem como um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Mas, após o aumento tarifário do ano passado, houve queda nas relações comerciais entre os dois países. De janeiro a abril deste ano, as exportações brasileiras para os norte-americanos caíram quase 17%, enquanto as importações recuaram 13%.
Com a possibilidade de uma nova tarifa de 25%, a tendência é de maior impacto sobre o comércio bilateral. Ficam fora da medida produtos considerados estratégicos para os Estados Unidos, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo, minérios, terras raras e aeronaves.
Outros setores, porém, podem ser afetados, entre eles os de autopeças, máquinas e equipamentos industriais, móveis, calçados e vestuário.
A nova tarifa pode entrar em vigor no dia 25 de julho. Até lá, governo e setores produtivos devem intensificar as negociações, diante da pressão por possíveis concessões em diferentes áreas.
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