As imagens de satélite dão a dimensão exata sobre o alcance da devastação provocada pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada, principalmente em La Guaira. Cada ponto vermelho indica um local afetado na região turística. Estimativas apontam que quase 59 mil construções foram danificadas ou destruídas.
Até o começo da tarde desta terça-feira (30), o número oficial de mortos chegava a 1.943. Cerca de 16 mil estão desabrigados. Em La Guaira, centenas de corpos são enfileirados no porto à espera de reconhecimento. Uma semana depois dos principais tremores, mesmo com o trabalho de resgate, o número de desaparecidos permanece alto, estimado pelas Nações Unidas em 50 mil.
Em La Guaira, este morador aguarda notícias da ex-esposa e do neto mais velho que ainda estão sobre os escombros. Ele diz que reconhece os esforços das equipes de resgate e que vai continuar aguardando por informações. “Vejo que os esforços de resgate estão em andamento, e ficaremos aqui aguardando”, afirma.
Hoje, a Organização Mundial da Saúde alertou para o colapso do sistema de hospitais da Venezuela. Segundo o porta-voz da entidade, Christian Lindmeier, as unidades de saúde estão superlotadas e com filas crescentes à espera de cirurgias nas áreas de trauma e ortopedia.
Para ajudar no atendimento dos feridos, o Brasil enviou um hospital de campanha da Marinha e mais de 110 mil medicamentos e insumos médicos. Nesta terça-feira, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, chegou a Caracas para acompanhar e coordenar o apoio brasileiro. Ao todo, cinco voos com ajuda humanitária já partiram do Brasil com destino à Venezuela.
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