Dra. Josina Nascimento, gestora da DICOP, representa a instituição na etapa nacional que consolida propostas para a Agenda 2030 no Brasil
“Participar deste momento histórico é uma oportunidade de unir o ON a outras forças nacionais em prol da sociedade brasileira e do desenvolvimento sustentável do país”, declarou a Dra. Josina em Brasília.
Um evento histórico para a Agenda 2030
Sob o tema "A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento sustentável", a etapa nacional reúne 727 delegados e delegadas no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), entre os quais está a Dra. Josina, representando o ON. A solenidade de abertura teve a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, da primeira-dama e embaixadora dos ODS no Brasil, Janja Lula da Silva, do advogado-geral da União, Jorge Messias, e da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva, além de dezenas de autoridades de conselhos nacionais, institutos de pesquisa e movimentos sociais.
O objetivo do evento é consolidar um caderno de 1.131 propostas coletivas, transformando-as em diretrizes para políticas públicas que busquem a redução de desigualdades e a proteção ambiental. Entre os destaques dos debates estão a territorialização das metas globais e a adoção voluntária pelo Brasil do ODS 18, focado na igualdade étnico-racial.
A participação e a contribuição do ON
A presença do ON na etapa nacional teve um intenso trabalho preparatório. Em 19 de maio de 2026, a instituição realizou em sua sede principal, no Rio de Janeiro (RJ), a conferência “Observatório Nacional: inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável”. O encontro, também conduzido pela Dra. Josina, teve como foco o Eixo 4 da conferência nacional, demonstrando como as pesquisas em Astronomia e Geofísica do ON geram soluções para desafios socioambientais.
Durante essa fase, o ON reuniu sugestões de seus especialistas em áreas como:
- Energias renováveis: potencial do hidrogênio natural, energia geotérmica e captura de carbono.
- Mitigação de impactos: tecnologias para reduzir riscos ambientais na exploração de óleo e gás.
- Soberania tecnológica: modernização da rede geomagnética brasileira.
Proposta aprovada: combate à poluição luminosa
A principal sugestão encaminhada pelo ON para a etapa nacional, conforme aprovado em sua conferência livre, foca na preservação do céu noturno. A proposta aprovada no Eixo 4 defende a "Formação de uma comissão nacional institucional contra a poluição luminosa com representantes de órgãos governamentais e sociais".
Esta iniciativa baseia-se nos debates levantados pela Dra. Simone Daflon (COAST/ON), que alertou para os impactos da poluição luminosa nos ecossistemas, na saúde humana e na observação astronômica profissional. A criação desta comissão visa buscar soluções sustentáveis baseadas em eficiência energética e planejamento urbano, alinhando a ciência brasileira às metas globais da ONU.



