Atividade reuniu educadoras em experiências práticas sobre acessibilidade física e comunicação inclusiva
O terceiro ciclo formativo dos Encontros Inclusivos encerrou suas atividades com a oficina "Empatia em Prática: acessibilidade, barreiras e inclusão em prática", ministrada, nessa sexta-feira (02), pelas professoras Rosimeri Pichler e Marcela Bezerra, do Núcleo de Design e Comunicação do Centro Acadêmico do Agreste (CAA), da UFPE, em Caruaru. Realizadas pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), as oficinas práticas foram uma imersão no conteúdo discutido ao longo dos três dias de encontros.
“A oficina traz, principalmente, os conceitos de acessibilidade e das barreiras. Nós fazemos uma série de experimentações a partir de quatro estações: Perceber, Mover, Manipular e Comunicar. Em cada uma dessas estações, o público experimenta as barreiras vividas por pessoas com deficiência. Essa experimentação não é no sentido de se colocar no lugar da pessoa com deficiência – até porque isso é impossível –, mas é para entender que essas barreiras existem”, explicou a professora Rosimeri Pichler.
Ao longo do dia, a turma observou os diferentes tipos de barreiras à acessibilidade que podem impossibilitar a inclusão plena, tanto no acesso a espaços quanto na usabilidade de objetos e recursos. A partir de cada tipo de dificuldade, as educadoras trocaram experiências vividas em sala de aula diante da ausência de recursos inclusivos. As atividades levaram à reflexão sobre a maneira como elas surgem e, principalmente, como pensar nos ajustes necessários para tornar a tarefa mais acessível.
Além da acessibilidade física, a oficina também abordou a inclusão na comunicação, levantando questões relacionadas à adaptação e à criação de recursos capazes de comunicar além da escrita ou da visualidade. Nesse contexto, elementos como texturas, cores e símbolos podem representar uma ampliação das formas de comunicação, favorecendo, diretamente, a participação de diferentes públicos.
“A 3ª edição do Encontros Inclusivos da Fundaj reafirma a importância de promover espaços de diálogo e construção coletiva a respeito dos desafios da inclusão e da garantia de direitos. Para a Fundação, discutir a educação das pessoas surdas significa reconhecer a diversidade, valorizar diferentes formas de comunicação e aprendizagem e fortalecer o compromisso institucional com uma educação mais acessível, equitativa e inclusiva”, afirmou Ana Abranches, diretora de Formação Profissional e Inovação.
Os Encontros Inclusivos retornam em novembro, com o último ciclo formativo voltado para a acessibilidade de pessoas com deficiências visuais.


