A Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a cobrar agilidade nas investigações sobre o bombardeio de uma escola feminina na cidade iraniana de Minab, no sul do país. O ataque deixou cerca de 175 pessoas mortas, a maioria teria crianças no primeiro dia da guerra contra o Irã.
Em uma coletiva de imprensa na sede da ONU, Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral António Guterres, disse que a organização aguarda com expectativa o compartilhamento dos resultados das investigações conduzidas pelos Estados Unidos, supostamente, os responsáveis pelo ataque. O governo americano nega e culpa o Irã.
Mas imagens capturadas em 28 de fevereiro mostram que especialistas disseram à agência de notícias Reuters parecer ser um míssil Tomahawk americano, atingindo uma área próxima à escola. Um dos especialistas disse que o míssil visto no vídeo é muito provavelmente uma variante do Tomahawk e que parece não corresponder a nenhum outro míssil de cruzeiro conhecido em operação pelos países envolvidos no conflito.
Outro, afirmou que não há outras alternativas plausíveis e que Israel e Irã não estão entre os poucos países que operam mísseis muito semelhantes. Questionado sobre o Tomahawk nessa segunda-feira (9), o presidente Donald Trump disse que esse tipo de míssil é “muito genérico” e é usado e vendido a outros países. Trump também disse que o Irã possui alguns Tomahawk.
Segundo cópias arquivadas do site oficial da escola, ela fica ao lado de um complexo operado pela Guarda Revolucionária Islâmica e que seria o alvo do bombardeio americano.
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