Um dia após a oficialização do cessar-fogo em Gaza, pelo menos seis palestinos foram mortos por disparos israelenses, segundo as autoridades de Saúde de Gaza. Em Israel, a pressão é pela devolução dos corpos dos reféns mortos em cativeiro. Até agora, apenas quatro dos 28 reféns mortos foram entregues.
Os corpos dos quatro reféns foram entregues ontem pelo Hamas à Cruz Vermelha, responsável por receber os reféns e entregá-los a Israel. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, acusou o grupo palestino de, deliberadamente, manter controle sobre cadáveres de reféns, o que seria uma violação do acordo assinado com Israel para finalizar o conflito. Segundo a Cruz Vermelha, no entanto, está sendo um grande desafio encontrar os corpos dos reféns mortos sob os escombros de Gaza. Por isso, a entrega dos restos mortais dos reféns restantes ainda pode demorar.
Agências das Nações Unidas também relataram dificuldades em distribuir suprimentos e iniciar a reconstrução do território palestino. Nem todos os pontos de passagem de ajuda foram abertos ainda, e munições não detonadas dificultam a operação. Sistemas de água, eletricidade e saúde estão em colapso. E 80% de todos os edifícios de Gaza estão destruídos. Na Cidade de Gaza, a maior do território, esse número chega a 92%.
Ontem, a ONU disse que países árabes e europeus, além dos Estados Unidos e do Canadá, estão demonstrando interesse em custear a reconstrução de Gaza no pós-guerra, que tem custo estimado em 70 bilhões de dólares. Também ontem, durante uma cúpula no Egito, líderes de diversos países assinaram o acordo para oficializar o cessar-fogo na Faixa de Gaza. O presidente Donald Trump chegou a posar ao lado de Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, que governa parte da Cisjordânia, outro território palestino. Israel e o Hamas, no entanto, não estavam presentes.
Em conversa com repórteres, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a segunda fase do seu plano de paz na guerra em Gaza já começou, mas não deu detalhes sobre o que isso significa. Especialistas dizem que o plano proposto por Trump é vago em alguns termos sensíveis, como o desarmamento do Hamas e a retirada total das tropas israelenses do território palestino.
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