A Polícia Federal prendeu 33 suspeitos de integrar uma quadrilha que usava influenciadores e "MCs" para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e de apostas online ilegais. A operação chamada de Narcofluxo aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e em outros seis estados e no Distrito Federal.
Esse esquema que a Polícia Federal revelou hoje usava pessoas famosas, funkeiros e gente conhecida nas redes sociais, que ostentava muito luxo e que tinha parte desse luxo financiado pelo crime. Entre as pessoas presas, uma delas é Raphael Sousa de Oliveira, criador da página Choquei, com 27 milhões de seguidores em uma única rede social, onde postava informações sobre artistas, viagens internacionais, trabalho e lazer. Ele foi preso em Goiânia.
No interior de São Paulo, em uma mansão, foi preso um outro influenciador, Chrys Dias, que tem cerca de 15 milhões de seguidores nas redes sociais e se apresentava como empresário de um funkeiro. Esse funkeiro, MC Ryan, foi preso também em São Paulo, no litoral, durante uma festa em um balneário que tem casas de luxo. Ele também tem cerca de 15 milhões de seguidores nas redes sociais.
O MC Ryan tem um histórico de abordagens pela polícia e histórico também de já ter postado nas redes sociais dirigindo carros em alta velocidade, muito acima do limite. Também já postou um vídeo em que aparece supostamente agredindo uma ex-namorada. A defesa desse MC Ryan fala que ele não cometeu nada de ilícito.
E no Rio de Janeiro também foi preso o funkeiro Poze do Rodo. Em uma comunidade onde ele cresceu, ele serviu e atuou junto ao tráfico de drogas e depois teria deixado o mundo do crime, mas foi preso três vezes. Ele tem uma agenda lotada no Rio de Janeiro e também mantém uma vida de ostentação e luxo nas redes sociais.
Segundo a defesa de Poze, a afirmação é de que não conhecem esse processo, mas que prestarão todos os esclarecimentos à Justiça.
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