Representantes dos países integrantes da Aliança Militar do Atlântico Norte (OTAN) se reuniram nesta quarta-feira (03) para discutir os próximos passos após Vladimir Putin rejeitar a proposta de um acordo de paz na guerra com a Ucrânia.
Em seu discurso de abertura, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou que a Rússia se prepara para um confronto de longo prazo e afirmou que a aliança deve enfrentar perigos reais e duradouros. Segundo ele, Moscou estaria trabalhando em estreita colaboração com a China, a Coreia do Norte e o Irã para desestabilizar sociedades e romper com as regras globais.
Rutte acusou ainda o governo russo de violar o espaço aéreo da OTAN com jatos e drones, realizar sabotagens e usar navios espiões.
A reunião da aliança acontece um dia após uma nova tentativa dos Estados Unidos de destravar as negociações de paz na Ucrânia. Na terça (02), o enviado norte-americano Steve Witkoff entregou a Vladimir Putin o plano de paz de Donald Trump reformulado a pedido da Ucrânia e de líderes europeus.
Após cinco horas de discussões, não houve acordo sobre a proposta. Putin considerou inaceitáveis as exigências dos europeus para o cessar-fogo e afirmou que se a Europa quiser lutar uma guerra, a Rússia está pronta.
Divergências significativas entre Moscou e Kiev, especialmente quanto à cessão de territórios ucranianos hoje ocupados pela Rússia, são apontadas como obstáculos para um cessar-fogo na guerra, que já dura mais de três anos.
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