Parceria entre Iphan e Ufba restaura imagens sacras na Bahia
As primeiras peças concluídas foram entregues neste mês de janeiro, em Igatu, na Chapada Diamantina Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
16/01/2025 14h44
Atualizado em 22/01/2025 08h00
Imagem de São José de Botas, uma das peças entregues, passando por processo de restauração. (Foto: Iphan)
Imagem de São Sebastião entegue após restauro. (Foto: Iphan)
Recuperar obras de arte é devolver vida e significado a objetos de valor cultural e histórico. Com esse propósito, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregou devidamente restauradas as imagens de São Sebastião e São José de Botas à Igreja de São Sebastião, em Igatu, distrito do município de Andaraí (BA), na Chapada Diamantina. Os símbolos de fé foram devolvidos à comunidade na sexta-feira (10/01), após cerca de oito meses de trabalho.
A ação é resultado de uma parceria entre o Iphan e a Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com um investimento de cerca de R$ 1 milhão, viabilizado por um Termo de Execução Descentralizada firmado em 2023. Essa colaboração abrange ainda outras 19 imagens, incluindo seis representações de Cristo em tamanho real, datadas do século XVIII, do acervo da Igreja de Oliveira dos Campinhos, no Recôncavo Baiano. As 19 imagens estão em fase de conclusão do trabalho e aguardam apenas os relatórios técnicos para serem devolvidas às comunidades.
As restaurações são executadas por professores e técnicos da Escola de Belas Artes da UFBA, com participação de estudantes da universidade e também de servidores do setor de restauro do Iphan. Nas imagens de São Sebastião e São José de Botas, foram aplicadas técnicas como a imunização do suporte de madeira, remoção de repinturas, reintegração de lacunas e aplicação de verniz protetor, garantindo a recuperação estética e estrutural das peças.
O conservador/restaurador de bens móveis e integrados à arquitetura do Iphan Renato Carvalho sublinhou a importância desse trabalho. “O restauro tem como objetivo salvaguardar a integridade da obra sacra permanecendo o mais próximo possível do seu estado original e é justamente isso que une a arte ao sagrado”, explicou.
A Igreja de São Sebastião, que recebeu as primeiras peças restauradas por meio da parceria, compõe o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Igatu, tombado pelo Iphan desde o ano 2000.
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Categoria Cultura, Artes, História e Esportes
Tags: Bahia




