O evento ainda homenageou os 18 vencedores do ano de 2025, que teve como tema “Patrimônio Cultural, Territórios e Sustentabilidade”, focado na valorização do território, em seus contextos urbanos, rurais e/ou periféricos, e na promoção da sustentabilidade social, ambiental e econômica. “Os premiados podem compartilhar as suas experiências nas cidades onde realizam seus projetos para que outras pessoas também se inscrevam. Essa troca é importante para que a gente tenha cada vez mais inscritos”, declarou a diretora do Departamento de Articulação, Fomento e Educação do Iphan (Dafe/Iphan), Cejane Pacini.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, lembrou que o tema conversa diretamente com pautas atuais da sociedade brasileira. “Este ano, a gente traz o tema do trabalho no momento em que o país está discutindo o fim da escala 6 x 1, momento em que a gente está defendendo que toda a família, todo trabalhador, inclusive os da cultura, tenham mais tempo para vivenciar a sua comunidade, para cultivar sua espiritualidade, para estar com os seus”, apontou ele.
Categoria 1 - Pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEI) ou microempresas (ME) Categoria 2 - Cooperativas, associações e grupos ou coletivos não formalizados juridicamente Categoria 3 - Demais empresas e institutos privados Categoria 4 - Entidades da administração pública direta e indireta municipal, estadual ou federal
Neste segundo momento, as 27 Comissões Estaduais, conduzidas pelas superintendências do Iphan nos estados e no Distrito Federal, vão selecionar as cinco ações mais bem pontuadas por cada Comissão Estadual, de acordo com os critérios de relevância cultural; abordagem transversal; diversidade e representatividade; dimensão educativa; e efetividade da ação. O resultado desta etapa deve ser divulgado até 28 de julho.
Serviço39º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade - Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e RendaPrazo de inscrições: 3 de março a 24 de abrilInscrições na página do Prêmio Rodrigo
O tema da 39ª edição é uma aposta em mostrar que preservar cultura pode e deve ser também uma forma de gerar sustento, valorizar ofícios tradicionais e abrir caminhos para os jovens.
Desde 1987, o Prêmio Rodrigo reconhece ações que protegem e valorizam o patrimônio cultural brasileiro. Mais do que premiar, o concurso acompanha (e provoca) uma evolução importante no perfil dos proponentes, de quem pensa nos projetos de preservação dos bens. Nas últimas edições, os temas escolhidos deram destaque a grupos historicamente menos visibilizados, e isso teve efeito direto nas ações inscritas.
Mais informaçõesAssessoria de comunicação - comunicacao@iphan.gov.brAmanda Gil - amanda.gil@iphan.gov.brDúvidas - premiorodrigo@iphan.gov.br
Pela primeira vez na história do Prêmio, ações realizadas nos municípios da Faixa de Fronteira — faixa de 150 km de largura ao longo de toda a fronteira terrestre brasileira — receberão cinco pontos extras na avaliação da Comissão Técnica, como forma de ampliar o reconhecimento para além da faixa litorânea do país.
Neste ritmo, a edição de 2026 busca combater um problema que ameaça a continuidade desse trabalho: a falta de sustentabilidade econômica. Os resultados preliminares da Pesquisa Patrimônio Cultural, Economia e Sustentabilidade — estudo inédito realizado pelo Iphan e o Observatório da Economia Criativa da Bahia (Obec Bahia) — mostram que 64% dos agentes culturais veem a dificuldade financeira como o maior risco para a preservação do patrimônio. E, embora 46% dediquem mais de 40 horas semanais a esse trabalho, apenas 27% conseguem viver exclusivamente dele.
Os interessados podem concorrer a uma das quatro categorias:
A 39ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade contemplará um total de 18 ações exemplares para a preservação e promoção do Patrimônio Cultural brasileiro realizadas entre os anos de 2023 e 2025. O prêmio é de R$ 40 mil para cada um dos vencedores, como estímulo e forma de reconhecimento ao trabalho desempenhado.
Confira:
“Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e Renda” é o tema do 39º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, lançado nessa terça-feira (3/03), em evento que ocorreu no primeiro dia do 1º Fórum Sistema Nacional de Patrimônio Cultural. A cerimônia, ocorrida na Universidade de Brasília (UnB), na capital federal, também marcou a abertura das inscrições dos projetos para a edição de 2026. Elas podem ser realizadas pelo endereço premiorodrigo.iphan.gov.br até o dia 24 de abril.
Promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a premiação reconhece, em nível nacional, ações de excelência para preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural brasileiro. Neste ano, serão contemplados projetos realizados entre os anos de 2023 e 2025 que:
Histórico de temas tem papel fundamental
O nome do prêmio é uma homenagem ao advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade, nascido em 1898, em Belo Horizonte (MG). Entre 1934 e 1945, período em que Gustavo Capanema era ministro da Educação, Rodrigo integrou o grupo formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922, quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil. Em 1937 esteve à frente da criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atual Iphan, o qual presidiu por 30 anos.
O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade tem abrangência nacional. O concurso é promovido pelo Iphan desde 1987 e reconhece iniciativas de valorização e preservação do Patrimônio Cultural do Brasil.
Por último, a Etapa Nacional consistirá na análise técnica e de mérito das ações. Nessa última fase, 30 ações finalistas — selecionadas na análise técnica — serão divulgadas em definitivo na data de 25 de agosto. Em seguida, os proponentes serão convocados para defesa oral das suas propostas perante a Comissão de Mérito, responsável pela seleção das 18 ações vencedoras, que devem ser divulgadas até 16 de outubro.
A escolha dos temas demonstrou quais são as vozes que importam e essas vozes responderam aos chamados. O Prêmio foi se tornando cada vez mais plural. A participação de pessoas que vivem em localidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) saltou de 24% em 2023 para 42% em 2025, ou seja, quase o dobro em dois anos. Além disso, 72% das ações vencedoras de 2025 também pertencem a esse recorte.
A dinâmica da premiação
apresentem impactos na valorização de ofícios, qualificação para atividades criativas, comercialização e remuneração justas ou na inserção profissional da juventude; podendo envolver bens de natureza material ou imaterial, sejam eles reconhecidos como patrimônios culturais ou não.
O Prêmio Rodrigo
2023 - Educação, Democracia e Igualdade Racial: 66% dos proponentes se declaram pretos e pardos 2024 - Visibilidade de Gênero na Economia do Patrimônio: 70,8% dos inscritos eram pessoas do gênero feminino, o maior índice já registrado na história do Prêmio 2025 - Patrimônio Cultural, Territórios e Sustentabilidade: 78% das ações vencedoras vieram das regiões Norte e Nordeste, a mesma quantidade foi realizada por, com ou para povos e comunidades tradicionais, e dois terços aconteceram fora das capitais
O concurso terá três etapas: de habilitação, estadual e nacional (análises técnica e de mérito). Na etapa de habilitação, uma comissão irá avaliar o cumprimento dos requisitos formais e documentos previstos no edital. As ações consideradas habilitadas serão, em seguida, encaminhadas para a etapa estadual. O resultado definitivo das ações habilitadas deve ser divulgado até 9 de junho.
Mais informações na página do Prêmio Rodrigo.



