Pela primeira vez, a Pequena África (RJ) recebe desfile de blocos de afoxé no pré-carnaval carioca
Evento aconteceu no sábado (22/2), com apoio institucional do Iphan Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
27/02/2025 09h41
Foto: Divulgação/Griôs da Pequena África
Neste sábado (22/2), a Pequena África, território de grande relevância histórica e cultural no Rio de Janeiro (RJ), sediou, pela primeira vez, um desfile de blocos de afoxé, com uma programação carregada de significado histórico. Com apoio institucional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o evento fez parte da programação de pré-Carnaval da cidade do Rio de Janeiro.
Com ponto de partida no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), no bairro da Gamboa, o evento foi iniciado com a tradicional lavagem, um ritual que marca o início dos festejos carnavalescos. Realizada pelo grupo Filhos de Gandhi, a lavagem incluiu cânticos, toques de atabaques e a aspersão de água de cheiro, simbolizando a purificação e a renovação das energias. Em seguida, os foliões percorreram as ruas da Pequena África, seguindo até o Cais do Valongo, onde um trio elétrico recebeu as apresentações do Bloco Afro Orunmilá e de Andrezão do Cacique. Principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas, desde 2017 o Cais do Valongo integra a Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco).
Foto: Divulgação/Griôs da Pequena África
O cortejo também contou com a participação do grupo Orunmilá e da bateria Surdo Um, da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Durante o trajeto, o guia de turismo, palestrante e ativista Cosme Felippsen, criador do projeto Rolé dos Favelados, acompanhou os foliões, compartilhando histórias sobre a memória e a resistência negra na cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa teve como objetivo a valorização da história e cultura afro-brasileira por meio de experiências imersivas e educativas.
A programação também foi composta por uma roda de conversa sobre educação patrimonial, promovida pela Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro no Muhcab. O debate abordou as contrapartidas culturais e os futuros processos de certificação dos desfiles, consolidando a importância da preservação e reconhecimento das manifestações culturais afro-brasileiras.
Além de dar visibilidade ao território da Pequena África e resgatar suas tradições, a iniciativa busca se consolidar como uma tradição anual, almejando que os blocos de afoxé sejam reconhecidos como a abertura oficial do Carnaval do Rio de Janeiro.
"Com uma programação vibrante e carregada de significado histórico, esta iniciativa fortalece o reconhecimento da Pequena África como um espaço essencial da cultura negra e um patrimônio fundamental para a memória brasileira. O apoio institucional do Iphan reforça nosso compromisso com a valorização e preservação dessa história”, avalia a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patrícia Wanzeller.
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Categoria Cultura, Artes, História e Esportes
Tags: Rio de Janeiro




