Um estudo do IBGE divulgado nesta quarta-feira (12/11) na COP30 mostra a precariedade do acesso à água, esgoto e também coleta de lixo para a maioria dos moradores de áreas protegidas da Amazônia. Os dados fazem parte do Censo de 2022.
A precariedade desses serviços chegava a quase 100% nas terras indígenas e nos territórios quilombolas, e a mais de 75 % em unidades de conservação. No país, mais de 27% dos habitantes conviviam com alguma precariedade no saneamento. Outro dado é sobre o analfabetismo. Enquanto a taxa no país era de 7%, em algumas áreas protegidas da Amazônia era mais de três vezes maior: 22% em terras indígenas, 17% em territórios quilombolas e quase 13% em unidades de conservação.
Ao todo, 428 mil pessoas habitavam as terras indígenas, sendo que 24 mil não eram indígenas. Nos territórios quilombolas viviam 91 mil pessoas. Já as unidades de conservação tinham pouco mais de dois milhões de habitantes.
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