Pesquisadores do Inpa são contemplados com bolsas de produtividade do CNPq, reafirmando excelência científica na Amazônia
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Publicado em
13/08/2025 16h35
Atualizado em 13/08/2025 18h45
Sete cientistas da instituição tiveram bolsas implementadas. No total o Inpa conta com 22 bolsistas de produtividade do CNPq.
Banner: Carol Sackser- Ascom Inpa
Pesquisadores de destaque em todo o país, tiveram seu trabalho reconhecido com o resultado das bolsas de produtividade, chamada nº 18/2024 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Entre os contemplados, sete pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) implementaram bolsas na modalidade de Produtividade em Pesquisa (PQ), o que reforça a relevância da instituição no cenário nacional e seu papel essencial para o avanço da ciência na região amazônica.
Além deles, o diretor do Inpa, Henrique dos Santos Pereira, também figura entre os contemplados. No entanto, sua aprovação se deu por meio do projeto “Manejo Integrado de Impactos de Desastres Naturais no Amazonas-Brasil e Moçambique (IMPACT)”, submetido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), instituição à qual também é vinculado como docente e pesquisador.
A bolsa de produtividade, ofertada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio do CNPq, visa reconhecer e incentivar a atuação de pesquisadores em diversas áreas do conhecimento. Além de fomentar a continuidade de pesquisas de alto impacto, também busca estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas e de relevância social. “Eu considero a bolsa de produtividade do CNPq como uma das políticas mais significativas de incentivo ao trabalho dos pesquisadores e das pesquisadoras brasileiras. E ter, entre os quadros, sete dos bolsistas do Inpa, é um motivo de orgulho e só reforça a nossa capacidade de sermos uma organização científica de impacto para a ciência brasileira”, afirmou o diretor Henrique Pereira.
No Inpa, os pesquisadores contemplados atuam em áreas estratégicas como zoologia, ecologia, botânica, aquicultura, entomologia e microbiologia. Para o coordenador da Coordenação-Geral de Pesquisa, Capacitação e Extensão (CGPE) do Inpa, Jorge Porto, o resultado reafirma o protagonismo da instituição na ciência amazônica. “A aprovação de nossos pesquisadores em uma chamada tão competitiva é um indicativo claro da solidez e da relevância do Inpa como centro de excelência em ciência e tecnologia para a Amazônia. Além disso, o reconhecimento pelo CNPq demonstra que nossos esforços estão alinhados com as demandas da sociedade e com os desafios contemporâneos da região.”, destacou o Coordenador.
Entre os destaques está a pesquisadora Neusa Hamada, que obteve novamente a bolsa de nível A — a mais alta da categoria — com o projeto Estudos Integrados sobre Insetos Aquáticos e sua Aplicação na Divulgação da Ciência, proposta que integra e articula os objetivos de todas as ações atualmente desenvolvidas sob sua coordenação no Inpa. Com 10 anos como bolsista de produtividade do CNPq, ela ressalta o papel da iniciativa na valorização da ciência e na formação de novos pesquisadores.
Conforme levantamento da CGPE, o Inpa conta hoje com 22 bolsistas de produtividade, sendo 10 mulheres, o que corresponde a 45% deste quadro. Esse percentual vem crescendo ao longo da última década, refletindo avanços na representatividade feminina na ciência amazônica. “Vale destacar que o reconhecimento em nível nacional fortalece não apenas a aprovação de novos projetos, mas também a valorização da presença e atuação das mulheres no cenário científico brasileiro, tendo em vista que poucas mulheres na área da Zoologia alcançaram esse nível, especialmente na região Norte, onde a representatividade feminina entre bolsistas de pesquisa do CNPq ainda é bastante limitada”, afirmou a pesquisadora.
O resultado evidencia o esforço dos pesquisadores e também o trabalho do Inpa pela excelência na pesquisa e na formação de novas gerações de cientistas, especialmente no contexto da Amazônia, onde os desafios socioambientais exigem conhecimento técnico, sensibilidade local e inovação científica constante.
Categoria Ciência e Tecnologia
Tags: Amazonas




