O preço do petróleo voltou a subir no mercado internacional e bateu os US$ 117. Com o aumento dos custos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a instigar os países europeus a abrirem o Estreito de Ormuz, aumentando a ruptura da aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
Em publicação em rede social, Trump disse que os países europeus que estão sem combustível têm agora duas opções. A primeira é comprar dos Estados Unidos. A segunda é abrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após o início do conflito. Trump também disse que a Europa precisará aprender a lutar por conta própria.
O fechamento de Ormuz causou aumento global no preço do petróleo. Nos Estados Unidos, o barril passou dos US$ 102 dólares, superando a marca de US$ 100 dólares pela primeira vez em 4 anos.
Horas depois, o secretário de defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, se recusou a reafirmar o compromisso dos Estados Unidos com a defesa coletiva da Otan. Ele disse que a decisão caberia a Trump, já que a Europa não quis se envolver na guerra contra o Irã.
A Otan é uma aliança militar formada por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e países europeus em 1949, após a Segunda Guerra Mundial. E tem como princípio a obrigação de que todos os integrantes se envolvam na defesa dos países-membros.
Pete também afirmou que os próximos cinco dias serão decisivos para a guerra.
Desde que Israel e Estados Unidos começaram os ataques no Oriente Médio, quase 5 mil pessoas foram mortas na região. Dessas, quase 3.500 morreram em ataques ao Irã, 1.247 no Líbano, 19 em Israel e 24 em países do Golfo.
Nesta terça-feira (30) novos ataques atingiram uma área residencial na capital libanesa. O exército israelense também faz uma operação terrestre no sul do país, que já fez com que um milhão de pessoas tivessem que fugir de suas casas. Isso corresponde a 1 em cada 5 libaneses.
Segundo as Nações Unidas, três funcionários da ONU que atuavam no Líbano também foram mortos pelas forças israelenses. Israel negou o ataque e disse que os funcionários foram mortos em ataque do Hezbollah.
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